Ryan Hulance tinha 10 anos quando começou a procurar comércios e empresas da região onde mora, em Solihull, na Inglaterra, para perguntar se poderiam separar latinhas usadas para ele recolher.
Três anos depois, a ideia ganhou escala.
Hoje, aos 13, Ryan recebe cerca de 20 mil latinhas por semana de aproximadamente 200 empresas, comércios e apoiadores. Desde o início, a estimativa é de que já tenha recolhido 1,5 milhão de unidades.
O alumínio é vendido para reciclagem, e o dinheiro arrecadado é destinado a ações sociais. Até agora, Ryan conseguiu levantar cerca de 18 mil libras esterlinas, o equivalente a aproximadamente R$ 127 mil.
No começo, tudo era feito de forma improvisada. Como as latas ocupavam muito espaço, os pais chegavam a passar com o carro por cima delas antes de guardá-las.
Com o aumento das coletas, a família passou a usar uma prensa industrial para compactar o material antes de enviá-lo para reciclagem.
Ryan dedica cerca de 20 horas por semana ao trabalho, normalmente depois da escola e nos fins de semana.
Ele já contou à imprensa britânica que, em alguns dias, preferia estar jogando videogame com os amigos. Ainda assim, segue com a coleta porque sabe que o dinheiro obtido com o alumínio ajuda outras pessoas.
Parte dos recursos já foi destinada a bancos de alimentos. Em 2025, cerca de oito toneladas de alumínio renderam aproximadamente 6 mil libras esterlinas, valor repassado a uma instituição que atende mulheres.
A iniciativa recebeu o nome de We Can, expressão que faz um jogo com a palavra inglesa can, que significa “lata”, mas também aparece na frase “nós podemos”.
Com o crescimento das coletas, a We Can ganhou estrutura própria e passou a funcionar oficialmente como uma organização de interesse comunitário no Reino Unido.
Atualmente, cerca de uma tonelada de alumínio é processada por mês. A marca de 1,5 milhão de latinhas é uma estimativa calculada a partir do peso de todo o material recolhido.