A chuva registrada em Criciúma na tarde deste sábado chamou atenção não apenas pelos transtornos pontuais, mas principalmente pelo volume concentrado em curto espaço de tempo.
Foram 32 milímetros de precipitação em um intervalo de seis horas, conforme divulgado pela Defesa Civil de Santa Catarina, quantidade que, em condições normais, costuma se distribuir ao longo de quase uma semana inteira.

O volume também surpreendeu em Nova Veneza, onde o registro foi o maior do estado: 53.6 mm, porém, sem transtornos.
Para se ter uma ideia, 32 mm de chuva equivalem a 32 litros de água despejados sobre cada metro quadrado da cidade.
Quando esse volume cai de forma gradual, o solo e o sistema de drenagem conseguem absorver a água.
No entanto, quando ocorre de maneira concentrada, como neste caso, a capacidade de escoamento é rapidamente sobrecarregada.
De acordo com a Epagri/Ciram, órgão responsável pelo monitoramento meteorológico em Santa Catarina, volumes entre 25 e 35 milímetros são comuns ao longo de vários dias em períodos sem instabilidade intensa.
A concentração desse acumulado em poucas horas potencializa alagamentos, especialmente em áreas urbanas com grande impermeabilização do solo e bocas de lobo obstruídas.
Durante o temporal, diversos pontos da cidade registraram acúmulo de água, além de transtornos no trânsito.
A previsão indica que a instabilidade segue influenciando o tempo, com possibilidade de novos temporais, especialmente entre a tarde e a noite, o que mantém o alerta para ocorrências associadas à chuva intensa e rajadas de vento.
O alto volume de chuva registrado na tarde deste sábado surpreendeu, trouxe transtornos, alagou ruas e chamou atenção para outra problemática: o descarte incorreto de lixo.
O prefeito Vagner Espíndola e o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, estiveram, dentre as visitas, na Rua São João Batista, no bairro Universitário, um dos pontos alagados, e, com a “mão na massa”, resolveram em tempo recorde o alagamento apenas com a limpeza das bocas de lobo.
“A gente fala bastante em relação ao lixo. É colchão, isopor, garrafa pet, marmita. Conseguimos baixar a água em menos de dois minutos, onde tinha água empoçada, só retirando lixo da boca de lobo”, disse Fred.
“A Prefeitura faz a parte dela. Temos trabalhado bastante, fazendo limpeza, desassoreamento, mitigando aquilo tudo que é possível. Mas é isso aqui (lixo), no fim das contas, que causa os alagamentos. Até encosto de sofá diante da boca de lobo. Inevitavelmente, vai inundar. Gente, consciência. Local de lixo não é no meio da rua”, alertou o prefeito.
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