Os primeiros registros que contam a história
Criciúma ainda se chamava Cresciúma quando surgiram os primeiros registros visuais da cidade. O pioneiro da fotografia local foi João Sbruzzi, que chegou por aqui em 1910, eternizando cenas do cotidiano e dos primeiros tempos da colonização.
Anos depois, o nome de Faustino Zappelini se tornou referência na área, com seu estúdio instalado na Praça Nereu Ramos, próximo à Igreja Matriz São José. O estúdio da família Zappelini mais tarde mudou de endereço, mas permanece na praça e guarda até hoje um valioso acervo fotográfico que ajuda a contar a história de Criciúma por meio de imagens.
A Imprensa Escrita
O primeiro jornal de Criciúma foi O Mineiro, fundado em 1º de janeiro de 1926 por Rovaris, Pedro Benedet e Frederico Minatto. Publicava notícias sobre eventos, política e fatos do cotidiano, tornando-se o marco inicial da imprensa escrita na cidade e inspiração para as publicações que viriam depois. Nas décadas seguintes, outros periódicos reforçaram o cenário local, ampliando o registro histórico e informativo de Criciúma.
Em 02 de maio de 1955, nasce o jornal Tribuna Criciumense, lançado por José Pimentel. O jornal durou longos anos na cidade passando por diferentes fases até encerrar suas atividades no ano 2000, dando lugar ao Jornal A Tribuna. Nos anos 60, também circulava na cidade o Jornal de Criciúma, fortalecendo a oferta editorial da comunidade.
Outros periódicos ajudaram a consolidar o jornalismo escrito em Criciúma. Em 1983 entrava em atividade o Jornal da Manhã, com tiragens diárias, encerrando em 2017. Já em 2011 surge o jornal Diário de Notícias, levando a informação diariamente as casas e estabelecimentos.
Em 2019 na fusão do jornal Diário de Notícias e Jornal A Tribuna, nasce o jornal Tribuna de Notícias, (TN) em atividade na cidade com tiragens diárias. Ainda circula pela cidade outros impressos comunitários que levam informação.
O rádio em Criciúma
A primeira emissora de rádio de Criciúma foi a Rádio Eldorado, considerada também a mais antiga ainda em atividade na cidade. Sua história começou em 1946, quando um alto-falante foi instalado na Praça Nereu Ramos para informar a população sobre uma campanha de vacinação. A iniciativa deu tão certo que os idealizadores decidiram manter os alto-falantes e, além das informações, passaram a transmitir músicas. Logo em seguida, buscaram uma concessão governamental, transformando o projeto em uma emissora oficial de rádio no ano de 1948.
Nos primeiros anos, a Rádio Eldorado era comandada por José de Patta, Hercílio Amante, Claúdio Sshuller, entre outros, com estúdio no Ed. Filhinho no centro de Criciúma. Em 1955 foi adquirida pelo empresário do setor carbonífero, Diomício Freitas. O nome “Eldorado” foi escolhido em referência à prosperidade da região de Criciúma, impulsionada pela mineração de carvão.
Na década de 1970, a família Freitas expandiu os investimentos no setor de comunicação com a criação da Rede de Comunicações Eldorado (RCE), que passou a incluir rádios e emissoras de televisão no estado, mantendo a Rádio Eldorado de Criciúma como parte importante do grupo. Entre os programas que marcaram época, além das transmissões esportivas e do jornalismo, destacou-se o tradicional Alvorada do Cristão, apresentado pelo padre Carlos Veck.
Em 2003, o empresário Henrique Salvaro, adquiriu a rádio do Grupo Freitas, iniciando uma nova fase de gestão. Mais recentemente, em 2024, por exigência da Anatel, (Agência Nacional de Telecomunicações) a emissora migrou da frequência AM 570 kHz para a sintonia FM 98,5 MHz, acompanhando a modernização do setor. Atualmente a rádio está instalada na avenida Centenário no bairro Próspera.
Além da Rádio Eldorado (Sociedade Rádio Difusora Eldorado Catarinense Ltda) outras emissoras foram se instalando na cidade, de acordo com as concessões liberadas pelo governo:
Rádio Atlântida 97,3 – (Rádio Cidade FM de Criciúma Ltda) com início em 1976. Hoje integra a Rede Atlântida do grupo NSC Comunicação.
Rádio Som Maior FM 100,7 – (Rádio Som Maior FM) fundada em 1987, fazia parte da Rede RCE de Rádios do Grupo Freitas. Hoje pertencente à família de Adelor Lessa.
Rádio Hulha Negra AM 1450 – (Sociedade Rádio Hulha Negra de Criciúma Ltda) com início das atividades em 1992, também passou pelo processo de migração e hoje opera em FM 101,5, como afiliada da Rede Jovem Pan, administrada pelo Grupo Maranello de Comunicação.
Rádio Monte Carlo FM 90,3 - (Rádio FM Medianeira Ltda) pertencente ao Grupo Catarinense de Rádios (GCR), fundada em 2010.
Além das emissoras oficialmente instaladas em Criciúma, segundo dados Anatel, o município também recebe sinal de rádios cujas concessões pertencem a cidades vizinhas.
Vale lembrar que estas rádios estabelecidas em Criciúma são canais de radiodifusão com finalidade comercial, integrando o sistema oficial de comunicação e entretenimento da cidade.
Televisão: a imagem que aproximou Criciúma do mundo
Se o rádio foi a voz que ecoou pelas ruas e casas da cidade, a televisão trouxe a imagem que mudou a forma de comunicar. Em 1978, Criciúma ganhou sua primeira emissora local: a TV Eldorado, fundada pelo empresário Diomício Freitas, pioneiro do ramo carbonífero que decidiu investir também na comunicação. Afiliada à Rede Bandeirantes, a emissora marcou a entrada da cidade no universo televisivo e levou para milhares de lares não apenas notícias, mas também programas de entretenimento e cultura. Um dos programas marcantes foi o show da viola apresentado por Antônio Rosa.
Com o falecimento de Diomício, em 1981, a gestão passou para seu filho Manoel Dilor de Freitas, que ampliou a atuação do grupo. Em 1982, a aquisição da TV Cultura de Florianópolis possibilitou a formação da Rede de Comunicações Eldorado (RCE), a primeira rede estadual de televisão com sede no Sul do Estado. Nos anos seguintes, a expansão continuou com a fundação da TV Vale do Itajaí e da TV Xanxerê, consolidando o projeto de levar a comunicação catarinense a diferentes regiões.
Em 1995, Manoel Dilor de Freitas vendeu as quatro emissoras de TV, sendo a TV Eldorado de Criciúma adquirida pelo Grupo RBS, afiliado da Rede Globo. Anos mais tarde, em 2017, a RBS vendeu suas operações de televisão em Santa Catarina, e a emissora passou a se chamar NSC TV Criciúma, mantendo afiliação com a Rede Globo.
Atualmente, Criciúma conta com três emissoras de televisão com concessão local: a NSC TV (afiliada da Rede Globo), a TV Primavera (afiliada à RIT TV e RIT Notícias) e a RTV Criciúma (canal 19, afiliada à TV Brasil), sem sinal ativo no momento.
Também têm presença na cidade com alcance regional, a NDTV (afiliada à Record) e o SCC SBT, que mantém produção jornalística local.
A Era Digital: a notícia em tempo real
Com o início da era digital e a disseminação da internet na década de 1990, a comunicação entrou em um novo ritmo. Portais de notícias surgiram para acompanhar a velocidade da informação, complementando o papel já desempenhado pelo rádio e pela televisão.
Em Criciúma, o pioneirismo coube ao Portal Engeplus, lançado em 2006, um dos primeiros veículos jornalísticos digitais da cidade. A iniciativa abriu caminho para outros portais locais que passaram a oferecer conteúdo em tempo real, refletindo o dinamismo do jornalismo digital.
Entre eles, o Portal HN Notícias se destaca como parte dessa nova geração, apostando em agilidade, proximidade com o público e integração com as redes sociais, como, WhatsApp, Facebook e Instagram, que se consolidaram como canais essenciais de acesso à notícia.
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