Além das tradicionais praças da região central de Criciúma, como a Praça Nereu Ramos, e a Praça do Congresso, que dedicamos um capítulo especial, a cidade abriga dezenas de outras praças e largos, (praças secas sem equipamentos diversificados), espalhados pelos bairros da cidade que contam partes importantes da história local.
Algumas surgiram a partir da urbanização de áreas estratégicas, outras foram construídas em terrenos simbólicos para as comunidades. Muitas delas homenageiam moradores, lideranças ou momentos marcantes, são praças que, mesmo longe dos holofotes, cumprem papel fundamental de preservar memórias e promover convivência.
Dentre as quase 80 praças e largos espalhados pela cidade podemos destacar:
Praça Sebastião Toledo dos Santos: um espaço de lazer e memória no Pinheirinho
Localizada na Avenida Centenário, no bairro Pinheirinho, a Praça Sebastião Toledo dos Santos é ponto de passagem diária para estudantes da Escola Marcos Rovaris e do Bairro da Juventude. Inaugurada em 1972, durante o governo do prefeito Nelson Alexandrino, a praça passou por restauração em 2011.
O nome foi oficializado pela Lei n° 872, de 20 de março de 1972, em homenagem ao engenheiro Sebastião Toledo dos Santos (1923–1972), mineiro de Paraisópolis que atuou na Companhia Siderúrgica Nacional como minerador e foi um dos idealizadores da SATC (Sociedade de Assistência aos Trabalhadores).

Praça do Trabalhador: de caixa de embarque de carvão a espaço de lazer na Próspera
Na década de 1980, durante o mandato do prefeito Altair Guidi e vice Mário Sônego a região da Próspera ganhou um novo espaço comunitário com a construção da Praça do Trabalhador, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Salete.
Antes da urbanização, o local abrigava uma antiga caixa de embarque de carvão, estrutura que remete aos tempos de extração mineral intensa na região. A praça foi inaugurada durante a tradicional Festa do Sagrado Coração de Jesus e recebeu o nome atual pela Lei nº 1.738, de 5 de março de 1982, em homenagem aos trabalhadores que ajudaram a construir a cidade.

Praça Calixto Scotti: memória viva no Rio Maina
A atual Praça Calixto Scotti, popularmente conhecida como Praça do Brotolândia por localizar-se em frente ao clube recreativo que marcou a vida social do Rio Maina nas décadas de 1980 e 1990, teve sua denominação anterior de Praça XV de Novembro, alterada por lei municipal.
Em 2001, passou a homenagear Calixto Scotti, pioneiro do distrito e sócio-fundador da Carbonífera Catarinense, através da Lei nº 4.182, de 28 de agosto, promulgada pelo prefeito Décio Góes e vice Carlos Alberto Barata O terreno onde a praça foi construída pertenceu a família Scotti e sua trajetória como comerciante e morador ativo do bairro marcou gerações.

Praça da Resistência Democrática: memória e justiça social em Santa Luzia
A Praça da Resistência Democrática situada no bairro Santa Luzia ocupa um local onde antes servia como ponto de ônibus. O espaço foi transformado em praça pela Lei nº 3.147, em 29 de setembro de 1995 pelo prefeito Eduardo Pinho Moreira e vice Anderlei José Antonelli. No local foi inaugurado um monumento em homenagem aos desaparecidos políticos, lembrando moradores que se engajaram na luta contra a ditadura. Muitas ruas deste bairro levam nomes de pessoas vítimas da ditadura militar.
A praça representa o compromisso da comunidade com a memória, verdade e justiça social, transformando um simples ponto de parada em um símbolo de resistência.

Praça do Imigrante: homenagem às raízes italianas
Localizada no Centro de Criciúma, na Rua 6 de Janeiro, com acesso pela Rua Marechal Deodoro, a Praça do Imigrante que tem formato triangular, presta homenagem aos imigrantes italianos que colonizaram a cidade.
No centro da praça está o Monumento à Pedra Mó, símbolo das antigas atafonas utilizadas para moer milho, atividade comum nas primeiras décadas da colonização. O elemento circular do monumento representa as pedras originais usadas na primeira atafona de Criciúma, de propriedade do senhor Benjamim Bristot, posteriormente doadas por seus familiares.
A homenagem foi realizada em 6 de janeiro de 1966, durante a gestão do prefeito Arlindo Junkes, quando Criciúma comemorava 86 anos de colonização.

Praça Esperandino Damiani: memória e acolhimento escolar
A Praça Esperandino Damiani, localizada ao lado do Colégio Marista, no bairro Pio Corrêa, foi criada pelo prefeito Algemiro Manique Barreto e vice Fidelis Bach, por meio da Lei nº 1.282, de 13 de setembro de 1976. A praça homenageia o fundador da tradicional loja Casa Ouro e membro atuante do Lions Club de Criciúma.
Atualmente, a praça é apadrinhada pelo próprio Colégio Marista, que realiza ações de cuidado, limpeza e uso pedagógico do local. Além de servir como extensão da escola, ela também é um ponto de lazer para a vizinhança.

Praça Santos Salvador: homenagem a um líder rural
A comunidade de Quarta Linha recebeu, em 1º de julho de 1981, um espaço oficial de convivência: a Praça Santos Salvador. A denominação foi instituída pela Lei nº 1.680, sancionada pelo então prefeito de Criciúma, Altair Guidi e vice Mário Sônego.
A praça que está situada em frente a igreja da comunidade é uma homenagem ao agricultor que marcou a história do bairro. Pioneiro e líder entre os moradores, Santos Salvador doou parte de suas terras para a construção da igreja e da praça, que se consolidou como espaço de encontro e convivência da região.

Praça da Chaminé: de usina elétrica ao cartão-postal da cidade
A Praça da Chaminé tem origem ligada à antiga usina elétrica da Carbonífera Próspera S.A., inaugurada em 1943. Para gerar energia, a usina utilizava água de um açude local e queimava carvão mineral, cuja fumaça era expelida por uma chaminé construída especialmente para essa finalidade.
Com a desativação da usina, o espaço no entorno foi convertido em área pública e recebeu o nome de Praça da Chaminé, oficializado em 1982 pela Lei nº 1.879, sancionada pelo prefeito Altair Guidi e vice Mário Sônego. Em 1988, a denominação foi alterada pela Lei nº 2.337, do prefeito José Augusto Hülse e vice Roserval José Alves, passando a se chamar Praça da Chaminé Sezostris de Rezende Corrêa, em homenagem ao diretor financeiro da Carbonífera Próspera, falecido em 1976.
Hoje, a praça é um dos cartões-postais de Criciúma, preservando a memória da indústria carbonífera que marcou a identidade e o desenvolvimento da cidade

Praça Santa Bárbara: homenagem à padroeira e símbolo comunitário
A Praça Santa Bárbara, localizada ao lado da Igreja de Santa Bárbara, no bairro do mesmo nome, é um espaço que presta homenagem à padroeira dos mineiros e se consolidou como ponto de encontro da comunidade, unindo moradores em torno da fé e da cultura local.
A praça fica situada ao lado da igreja e, mais recentemente, tornou-se vizinha da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro. O espaço público de lazer foi oficialmente instituído como praça por meio da Lei nº 1.831, de 25 de novembro de 1982, sancionada pelo então prefeito Altair Guidi e vice Mário Sônego.

Uma cidade, muitas praças
Criciúma possui diversas praças distribuídas pelos bairros, que servem como espaços de lazer, convivência e integração da comunidade.


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