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Foto: Divulgação

Às vésperas do anúncio oficial da chapa pura do PL ao Senado pelo governador Jorginho Mello, com a deputada federal Caroline de Toni e o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro, Esperidião Amin (PP) deu sinal verde para que a federação União Progressista avance nas negociações para se coligar com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, pré-candidato do PSD ao governo.

O assunto foi tratado em um almoço nesta segunda-feira (23), na sede do União Brasil, em Florianópolis, onde, além de Amin e seu assessor Amaro Lúcio da Silva, participaram cinco dos seis deputados da federação – Pepê Collaço (PP) estava em viagem -, mais o futuro integrante da bancada, deputado Vicente Caropreso (PSDB), o ex-prefeito da Capital Gean Loureiro (União) e os presidentes estaduais dos respectivos partidos: deputado federal Fábio Schiochet e o ex-deputado Leodegar Tiscoski.

Mais tarde, em outro encontro, João Rodrigues, acompanhado de Eron Giordani, presidente estadual do PSD, mostrou a ênfase para esta fase de costuras para formalizar uma coligação à majoritária em reunião com Schiochet, que coordena a federação no Estado, e Tiscoski.

O avanço é um claro desdobramento dos movimentos de Jorginho, que descartou Amin, senador conservador, seguidor fiel das pautas e do bolsonarismo, por conta de ter que absorver Carluxo, filho 02 do ex-presidente, que tomou para si a composição dos nomes ao Senado.

Amin seria um dos dois candidatos ao Senado pela coligação com o PSD, posição que já foi vista como bem-vinda por João.

Enquanto prepara um anúncio com pompa e circunstância em Brasília, nesta quarta-feira (25), acompanhado, entre outros, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, para sacramentar Carol e Carluxo, Jorginho mantém um discurso de mandatário de capitania, onde adverte União, PP e MDB “a não abandonarem um projeto vitorioso à reeleição” por uma aventura política.

Reação das siglas atiçou partidários e militantes

Embora existam defecções entre pelo menos dois deputados da federação na Assembleia, um com malas prontas para o PL e outro a analisar a ida para o PSD, a decisão de Jorginho, provocada primeiro pela indicação do prefeito Adriano Silva (Novo) a vice, pôs fogo, simultaneamente, nos filiados e partidários de União e PP.

O aumento da adrenalina pôde ser sentido no almoço ampliado da bancada, não tão subserviente e temeroso ao bolsonarismo.

A mesma faísca acertou em cheio o MDB, que já realizou os primeiros seis dos 15 encontros macrorregionais com direito à votação dos participantes (prefeitos, vices, vereadores e dirigentes) e saiu, até agora, com o sentimento de candidatura própria ou apoio à chapa de João Rodrigues ao governo, desde que possa indicar o vice, posto sumariamente retirado por Jorginho.

Santa Catarina está próxima de acompanhar algo que seria inimaginável em nível estadual, uma aliança robusta e com tempo de sobra de rádio e TV, que reúna PSD, União Brasil, PP e MDB, uma reedição aprimorada da tríplice aliança (agora seria quíntupla), que governou o Estado entre 2003 e 2018, e que poderia até atrair mais o PSDB, um integrante natural da coligação histórica.