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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Aparentemente, os efeitos da Operação Mensageiro ainda não foram debelados em Santa Catarina, mesmo que o nome da ação seja outro, “Coleta Seletiva”, e o alvo o prefeito Júnior de Abreu Bento (PP), de Garopaba, preso preventivamente por suposta participação em um esquema de corrupção, nesta quinta-feira (8).

O objeto da operação é, mais uma vez, a coleta de lixo, e envolve outras prefeituras, e, de acordo com a investigação da Delegacia de Polícia Especializada em Combate à Corrupção (Decor/Deic), o esquema consistia no repasse de dinheiro indevido a políticos, obtido por meio de fraudes em licitações e na execução de contratos.

O esquema teria começado em 2016, ainda na gestão anterior de Garopaba, e se mantido até o período atual, mesmo após a troca de prefeito.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, que deflagrou a 2ª fase da operação “Coleta Seletiva”, Abreu Bento é suspeito de chefiar o esquema de corrupção.

Além do prefeito de Garopaba, também foram presos um servidor público do município e um empresário do segmento de coleta e reciclagem de resíduos sólidos.

Foram cumpridos outros mandados, como o afastamento de dois secretários municipais de Garopaba, além da aplicação de medidas cautelares atingiram o ex-prefeito do município e o atual prefeito de Pescaria Brava, Luiz Henrique Castro de Souza (PP).

Os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão.

Prefeitura de Garopaba se manifesta

A Prefeitura de Garopaba informou que aguarda acesso oficial aos autos do processo para se manifestar.“A Prefeitura reforça o compromisso com a transparência, com as instituições e com a continuidade dos serviços públicos, que seguem funcionando normalmente”, diz a nota enviada à imprensa. A prefeitura de Pescaria Brava ainda não se manifestou.

Operação Mensageiro foi um escândalo municipalista

Derivada de uma investigação que começou em 2016, mas fez as primeiras prisões em 6 de dezembro de 2022, a Operação Mensageiro, deflagrada pelo Gaeco, força-tarefa que tem o Ministério Público de Santa Catarina à frente, foi o maior escândalo municipalista do Estado.

Ao todo, 17 agentes públicos (prefeitos, vices e um vereador) foram presos e a maioria já condenados, além de servidores públicos e empresários do setor de coleta e tratamento de lixo.

Somada a outras operações, tanto da Polícia Civil quanto do MPSC, cerca de 10% dos prefeitos de Santa Catarina, entre 2016 e 2024, foram presos preventivamente.

A maioria, 11 deles, renunciaram aos mandatos para fugirem do foro especial, no Tribunal de Justiça, e três tiveram os mandatos extintos pelas câmaras de vereadores, sem distinção de porte dos municípios, com repercussões em Tubarão e Lages, por exemplo.

O que chamou a atenção no desdobramento, é que a rumorosa operação e outras que vieram na sequência não pouparam ideologias ou forças partidárias, tendo como alvo prefeitos e vices de PP, MDB, PL, PSD, União Brasil, Republicanos, Podemos, Patriota e PT.

Roberto Azevedo

Roberto Azevedo

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