Uma ultrassonografia, feira na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, neste domingo (14), fez os médicos recomendarem uma cirurgia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O advogado João Henrique de Freitas, da defesa de Bolsonaro, disse que foram identificadas duas hérnias inguinais, o que levou a equipe médica a optar pela cirurgia.
A autorização para a utilização do equipamento portátil foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes, depois de requerida pelos advogados do ex-presidente na última quinta-feira (11), e do magistrado dizer que, em decisão anterior, que os exames apresentados eram antigos.
A hérnia inguinal é o deslocamento de uma parte do intestino ou de tecido abdominal por uma abertura na região da virilha, que costuma causar um inchaço local e pode provocar dor ou desconforto, principalmente ao esforço.
Crises de soluço e vômitos são constantes
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três por participar de uma tentativa de golpe de Estado, tem quadro de soluços intermitentes e crises de vômito, ainda resultado de complicações da facada que sofreu, em 6 de setembro de 2018, em plena campanha presidencial, me Juiz de Fora (MG).
Desde que foi encaminhado à PF, os advogados tentam a transformação da pena em regime fechado para domiciliar, por razões humanitárias, enquanto, em outra frente, O Senado deve votar, esta semana, o projeto da dosimetria, que diminuiria a pena do ex-presidente para 2 anos e quatro meses de regime fechado, conforme o que foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
Zambelli usa estratégia para não ser cassada

Presa na Itália para onde fugiu depois de ter sido condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por participar, junto com o hacker, da invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao mandato neste domingo (14), para evitar ser cassada e perder os direitos políticos, que a afastariam do cenário político por oito anos.
Na quarta-feira passada (10), a maioria do plenário da Câmara manteve o mandato de Zambelli, mas, na sequência, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal seguiram Alexandre de Moraes e consideraram nula a decisão ao determinaram a perda do mandato da deputada do PL.
Por determinação do STF, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que deveria ter retirado o mandato por ofício, tinha prazo de 48 horas, portanto até este domingo (14), para convocar o suplente de Zambelli, Adilson Barroso (PL-SP), o que foi feito depois do anúncio da renúncia.
Zambelli não poderá sequer ser beneficiada pelo projeto de dosimetria, que trata exclusivamente dos crimes cometidos sobre a tentativa de golpe de Estado.
A parlamentar também foi condenada a seis anos por perseguir um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com uma arma na mão, pelas ruas de um bairro de São Paulo, à véspera do segundo turno, em 2022.
Manifestações pelo Brasil contra Hugo Motta e a dosimetria

Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Belém, Recife, Porto Velho, Rio Branco, Goiânia, Florianópolis e Brasília acompanharam manifestações contra o presidente Hugo Motta e atos da Cãmara como a aprovação do projeto da dosimetria, que, na prática, diminui as penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e do ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-assessores, e anistia aos julgados ou em fase de julgamento pelo STF.
Artistas, entre atores, cantores e músicos, além de integrantes de partidos de esquerda chamaram muito público à Avenida Paulista, em frente ao Masp, em São Paulo, e ao Posto 5, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
O lema era “Congresso Inimigo do Povo”, uma crítica às recentes decisões na Câmara, que ainda aguarda o desfecho da votação da dosimetria no Senado.
Os manifestantes querem repetir a reação do Senado, quando a Câmara aprovou o projeto que blindava parlamentares, que acabou arquivado pelo Senado após a ida das pessoas às ruas das principais cidades do país.
Kast garante vitória da direita no Chile
O candidato da direita José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile neste domingo (14), após vencer no segundo turno Jeannette Jara, do Partido Comunista, que era apoiada pelo atual presidente Gabriel Boric.
Kast receberá a faixa de Boric e assumirá o Palácio de La Moneda em março do ano que vem.
No Chile, não há reeleição e o pais era marcado, até agora, por alternâncias entre centro-direita e centro-esquerda.
Uma forte polarização marcou o pleito deste ano, com Kast, católico fervoroso e pai de nove filhos, visto pelos chilenos como uma figura familiar com mais de duas décadas de experiência política, que se beneficiou da crescente rejeição ao governo de esquerda de Boric.