O governador Jorginho Mello (PL) quer que os seus assessores, que pretendem concorrer em outubro, desembarquem do governo até o final de março, todos ao mesmo tempo.
O assunto já foi debatido em reunião do colegiado e Jorginho, pré-candidato à reeleição, desenha uma saída em bloco para dar a posse aos novos integrantes da administração estadual antes do prazo previsto na legislação, 4 de abril próximo, seis meses antes das eleições.
Ter saídas em datas diferentes ajuda a dar visibilidade aos que estão próximos de começar a pré-campanha a deputado estadual ou federal, mesmo antes das convenções, entre julho e agosto, e ninguém quer se incomodar com campanhas extemporâneas, fora dor prazo.
Na lista dos que deverão deixar os cargos estão Mário Hildebrandt (secretário de Proteção e Defesa Civil, do PL), Fabrício de Oliveira (secretário do Planejamento, do PL), João Paulo Kleinübing (diretor e ex-presidente do BRDE, do PL), Silvio Dreveck (secretário de Indústria, Comércio e Serviço, do PP) e Jerry Comper (secretário Infraestrutura e Mobilidade, do MDB).
Fez o cálculo, há quatro ex-prefeitos e quatro ex-deputados na lista.
Expectativa em relação aos emedebistas
Jerry vive uma situação singular, já que, ao lado de Cleiton Fossá (secretário de Meio Ambiente e Economia Verde) precisa cumprir uma diretriz anterior, que é a formalização da saída do MDB do governo, junto com os cargos em outros escalões, determinada pela executiva estadual.
A deliberação ocorreu depois da sigla ter sido rifada da condição de indicar o candidato a vice na chapa de Jorginho, posição que será ocupada pelo prefeito Adriano Silva (Novo), de Joinville.
O presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiodini, praticou o gesto e foi o primeiro a deixar a Secretaria da Agricultura.
Com exceção de Kleinübing, ex-prefeito de Blumenau e deputado, que irá disputar uma vaga à Câmara Federal, os demais buscam uma vaga de deputado estadual.
O que Jorginho pretende evitar é que o ato sugira uma reforma do secretariado ou que outras indefinições políticas, como a continuidade ou não da federação União Progressista entre os aliados, ganhe novos contornos.
Vice-governadora será a linha de suporte
Como a vice-governadora Marilise Boehm (PL) resolveu não concorrer a deputada estadual, Jorginho terá um suporte durante a campanha.
Mesmo que não se fale ainda, não está descartada uma licença de Jorginho para se dedicar a viagens e contatos, caso o quadro eleitoral se apresente mais espinhoso do que sugere o favoritismo do governador candidato à reeleição.
Mais apoio no Manda Brasa
Se a resposta do MDB ao descarte de Jorginho na majoritária for mesmo ter o deputado estadual Antídio Lunelli como candidato a governador, a manobra ganhará o apoio de gente de todas as gerações da sigla.
Um dos históricos, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, que foi um dos contrários à entrada da sigla no governo Jorginho Mello, disse à coluna que, além de apoiar a decisão de agora, já havia feito à provocação a Lunelli há mais de três meses, durante uma reunião da bancada e da executiva.
Conhecido por suas tiradas, Moreira completou: “Mas quando falei isso, o Chiodini ainda se achava o vice (de Jorginho)!”
Homenagem à dona Ivete
A senadora Ivete Appel da Silveira (MDB) recebeu a homenagem do deputado federal Valdir Cobalchini com direito a vídeo publicado nas redes sociais.
Cobalchini remeteu ao MDB raiz e à memória do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, cheio de conotações sobre o momento que o partido vive no Estado.
Assista ao vídeo:
Será que agora vai?
Depois do afastamento da presidência do inquérito do Banco Master e das medidas questionáveis tomadas pelo ministro Dias Toffoli, do STF, ganha força a possibilidade real de pedido de impeachment do magistrado.
Toffoli conseguiu: uniu seus pares contra arbitrariedades e não respeitou o quase dogmático princípio de se dar por impedido para atuar no caso do Banco Master, a tala suspeição.
E, como se não bastasse, o Portal Poder 360 publicou diálogos da reunião fechada de quinta-feira (12), que decidiu pelo afastamento, e há muito ministro que acredita ser o próprio Toffoli o agente de uma gravação clandestina, o que ele nega de pé junto.