Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski apresentou, nesta quinta-feira (8), o pedido de demissão do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na função desde fevereiro de 2024, Lewandowski deve oficializar a sua saída da pasta ainda nesta quinta.
O ministro deixa o cargo sem conseguir aprovar no Congresso a nova Lei de Segurança Pública, que atinge estados e municípios, depois da pressão dos governadores que alegam ter comprometida a autonomia com as medidas contidas no projeto.
Durante o evento em que foram lembrados os atos de 8 de janeiro, no Palácio do Planalto, em que Lula assinou o veto integral ao projeto de dosimetria, nesta quinta-feira (8), Lewandowski disse, em discurso, que crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito são “imprescritíveis e impassíveis de indulto, graça ou anistia, sobretudo quando envolvem grupos civis e militares armados”.
Diretor-geral da PF é o preferido
O Ministério da Justiça coordena órgãos como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, que é mobilizada para reforço de segurança ou atuação em situações de crise nos estados.
O Planalto irá manter o secretário-executivo da pasta, Manoel Almeida, como interino, antes de anunciar o novo nome, provavelmente Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, que se já reuniu com Lula logo após à solenidade que lembrou os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Lula tentava adiar a saída de Lewandowski, que já havia expressado o desejo de deixar a vida pública.





