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Foto: Divulgação

Nos 15 encontros que o MDB catarinense realiza a partir do Oeste e da Serra Catarinense, iniciados esta semana, a sigla promove uma votação entre os dirigentes e líderes regionais para saber qual será o caminho, em 2026, e a tendência, até o momento, indica a candidatura própria com Antídio Lunelli ou seguir com João Rodrigues (PSD), na indicação do vice na chapa ao governo.

Os emedebistas ainda podem escolher em indicar o vice de Gelson Merisio (PSB) ou ficar com Jorginho Mello (PL), sem participar da majoritária.  

O resultado final da votação só deverá ser divulgado após as etapas regionais, mas a sigla já sabe que haverá um outro caminho de convencimento a partir da decisão interna, abrir o diálogo com as demais siglas, seja qual for a preferência indicada.

Sobre Jorginho, o caminho que parece mais difícil, o MDB foi descartado depois de ter sido apontado como vice na chapa à reeleição.

Já com Merisio, que concorreu ao governo há oito anos, o fato de ter uma pré-candidatura de apoio ao palanque de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição e o histórico do ex-presidente da Assembleia ter sido o pivô da separação da tríplice aliança, em 2018, pesam contra.    

Segmento bolsonarista da sigla tem força

Resta saber como será o comportamento dos filiados quando a pesquisa passar pelo Vale do Itajaí, Litoral Norte, Norte, Grande Florianópolis e Sul, onde existe um apoio muito forte ao bolsonarismo, inclusive por parte do deputado estadual Antídio Lunelli, pré-candidato ao governo.

Se não tem mais o glamour de outras eleições, o MDB possui a estrutura e a organização nos 295 municípios como elemento de força, aliado a um exército de vereadores, prefeitos, da segunda maior bancada da Assembleia (seis cadeiras), três deputados federais e uma senadora.

No cálculo político, o partido tem 42 deputados federais, o que assegura um tempo em torno de um minuto no tempo total do horário eleitoral no rádio e na TV. 

Na largada dos encontros, iniciados pela região de Guaraciaba, no Extremo-Oeste, o MDB mostrou unidade entre passado e presente, com as participações do presidente estadual, deputado federal Carlos Chiodini; o secretário estadual do Meio Ambiente e Economia Verde, Cleiton Fossá; o deputado federal Valdir Cobalchini, vice-presidente da sigla; o deputado estadual Mauro de Nadal, ex-presidente da Assembleia; o ex-governador Paulo Afonso Vieira; e o ex-senador e presidente de honra do MDB, Neuto de Conto, e o ex-deputado federal Rodrigo Coelho.

Jorginho faz advertência 

Na passagem pelo Oeste, depois do Carnaval, o governador Jorginho Mello (PL) fez uma advertência ao MDB e à federação (União Brasil e PP) para que não se joguem “em uma aventura”.

Jorginho se referia às siglas, que estão com ele no governo, embora o indicativo do MDB seja pelo desembarque total, sigam na direção de João Rodrigues (PSD).

Favorito à reeleição, Jorginho sabe que a decisão de pôr Adriano Silva (Novo) na condição de vice na chapa, afastou boa parte dos aliados que sonhavam com a condição de vice ao governo ou estarem em uma das vagas ao Senado.

Nos próximos dias, Jorginho deve anunciar que a chapa está fechada na majoritária e que o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro terá a deputada federal Caroline de Toni, ambos do PL, como companheira na disputa, uma porta fechada para o senador Esperidião Amin (PP).  

O governador não tem nada a oferecer a MDB e à federação em termos eleitorais, mas a promessa futura de abrigá-los em cargos relevantes na futura administração, pouco para quem ainda terá que disputar espaço para eleger deputados estaduais e federais sem o número para o governo na urna.