Sobrou pressão nos bastidores para que o presidente estadual do PSDB, deputado Marcos Vieira, mantenha a cadeira na Assembleia e não concorra ao governo do Estado.
Entre os 11 prefeitos e 23 vices, mais os vereadores da sigla, a ideia estadual deve ser a mesma nacional: focar na eleição de deputados federais, que garantem tempo de rádio e TV e Fundo Partidário, e de deputados estaduais, algo com que Vieira concordou.
A lógica vem de líderes do tucanato, já que, nos próximos dias, durante a janela eleitoral, o deputado Vicente Caropreso deixará o PSDB e se filiará ao União Brasil, o que reduz a bancada do partido na Assembleia, além da única deputada federal, Geovânia de Sá, que trocará o partido pelo Republicanos.
Decisão partidária não impressiona
Vieira está no quinto mandato na Assembleia e é vice-presidente nacional do PSDB, com vida ativa no partido, do qual assumiu o comando no Estado em um dos momentos mais difíceis da sigla.
Basta relembrar que, um dia, o PSDB teve senadores (Paulo Bauer, Leonel Pavan e Dalírio Beber), governador e vice com Leonel Pavan, e comandou as principais cidades de Santa Catarina: Florianópolis (Dário Berger e Gean Loureiro), Joinville (Marco Tebaldi), Blumenau (Napoleão Bernardes), Criciúma (Clésio Salvaro) e Tubarão (Carlos Stüpp), para citar alguns.
A presença na Assembleia e na Câmara dos Deputados sempre foi forte, e os tucanos presidiram o parlamento estadual com Francisco Küster, Gilmar Knaesel e Jorginho Mello, o atual governador.
Mas o reflexo no Estado foi um forte impacto com a perda de sucessivas eleições presidenciais e o fim da tríplice aliança em Santa Catarina – coligado com MDB e PSD -, que provocaram uma debandada.
O PSDB catarinense deverá decidir o apoio ao governo do Estado no primeiro turno da eleição, mas sem aparente preferência por Jorginho Mello (PL) ou João Rodrigues (PSD).
Agora, são cinco os pré-candidatos ao governo de SC:
Jorginho Mello (PL), atual governador e candidato à reeleição, foi vitorioso, em 2022, pela força do bolsonarismo no Estado. Agora tem realizações a mostrar, mais os índices de qualidade de vida e da economia acima da média nacional. Apoia a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Preside o PL no Estado desde 2012.
João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó pela quarta vez, também foi prefeito e vice de Pinhalzinho, deputado estadual e federal. Defende o projeto nacional do PSD à Presidência, sendo reconhecido pelo histórico de manifestações de direita, um “direita-raiz” como gosta de dizer. Quer mostrar que as muitas obras e feitos administrativos que realizou em Chapecó podem ser efetivados no Estado, inclusive no enfrentamento da problemática de pessoas em situação de rua.
Afrânio Boppré (PSOL), no quarto mandato de vereador em Florianópolis, foi vice-prefeito da Capital e deputado estadual, apoia integralmente a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Defende uma união da esquerda e centro-esquerda, o que facilitaria costuras políticas. Deve ser uma das opções da Frente Democrática ao Senado.
Marcelo Brigadeiro (Missão), médico veterinário, empresário, influenciador digital e ex-lutador do UFC, teve o nome lembrado para a disputa ao governo pelo seu ativismo nas redes sociais, em 2018, e agora deverá se candidatar pelo recém-criado Missão, sigla derivada do Movimento Brasil Livre (MBL). O partido tem Renan Santos como pré-candidato à Presidência da República.
Gelson Merisio (Solidariedade, mas deve se filiar ao PSB), é empresário e foi deputado estadual e vereador em Xanxerê, além de presidir o PSD em Santa Catarina. Comandou a Assembleia Legislativa por três vezes e concorreu ao governo do Estado, em 2018, sendo derrotado por Carlos Moisés (PSL), no segundo turno. Se a candidatura for confirmada, dará palanque para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026.





