Alheias ao clima que se criou dentro do PL por conta da imposição do nome do vereador Carlos Bolsonaro, do Rio de Janeiro, ao Senado por Santa Catarina, as deputadas mais votadas à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, em 2022, Caroline de Toni e Ana Campagnolo, mantêm a sintonia, que vai além da convivência política e partidária.
A prova está na visita que Campagnolo fez para conhecer a pequena Barbara, segunda filha de Carol, que nasceu dia 10 de novembro passado. Carol mora em Xanxerê, Oeste do Estado.
O encontro foi registrado nas redes sociais, com desejo de saúde para a mãe, a filha e o pai, Matheus Bortolluzzi.
Interessante é que Campagnolo, que defendeu a posição de Carol ao Senado pelo PL, e, por isso, desgastou-se junto a alguns eleitores conservadores no Estado, também tem duas filhas. Campagnolo é candidata à reeleição na Assembleia.
Carol está com um pé no Novo, onde provavelmente será a única candidata, para atrair o segundo voto dos bolsonaristas em Santa Catarina.
General Heleno pode beneficiar Bolsonaro?
Desde que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor de prisão domiciliar para o general da reserva Augusto Heleno, um dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, a pergunta óbvia é se o ex-presidente Jair Bolsonaro terá benefício semelhante?
No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que "circunstâncias postas" sobre saúde e idade avançada do ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do governo de Jair Bolsonaro (PL) "indicam a necessidade de reavaliação e flexibilização do custodiado".
Preso no Comando Militar do Planalto, o que pesa favorável ao general Heleno são a idade, 78 anos, e o fato de ter uma doença irreversível, o Alzheimer, que afeta as faculdades mentais, o comportamento, e, em casos avançados, há repercussão negativa no funcionamento de órgãos e sistemas.
Condenado a 21 anos em regime inicial fechado por ter participado da tentativa de golpe, o general foi do Gabinete de Segurança Institucional todo o governo Bolsonaro, que começou em 2019, portanto já tinha o diagnóstico de Alzheimer, dado em 2018.
Bolsonaro, mais jovem oito anos, tem crises de soluço e de vômito, em decorrência da facada que sofreu durante a campanha à Presidência, em 2018, em Juiz de Fora (MG), mas seus advogados já solicitaram várias vezes a reversão da prisão na Superintendência da Polícia Federal pata domiciliar, sem sucesso junto ao Supremo Tribunal Feder