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Criciúma

Colação de Grau reúne novos biomédicos e fisioterapeutas em noite de celebração, conhecimento e compromisso com a vida

Débora Dias |

Foto: Luan Vieira/Agecom

A noite de sábado (22/8) marcou um novo capítulo na trajetória de acadêmicos dos cursos de Biomedicina e Fisioterapia da Unesc. A cerimônia de Colação de Grau dos mais novos profissionais do mundo do trabalho teve emoção, reconhecimento às famílias e comemoração de uma caminhada construída com estudo, experiências e desafios.

A solenidade também reforçou um dos princípios que atravessam a formação na Unesc: o conhecimento ganha sentido quando colocado a serviço das pessoas e da transformação da realidade.

Ao se dirigir aos formandos, a reitora em exercício, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou que a experiência universitária prepara os estudantes para fazer escolhas, assumir responsabilidades e atuar de maneira consciente diante dos desafios que encontrarão na vida profissional.

“Não basta aprender uma profissão, é preciso entender o que a vida quer de nós: coragem”, afirmou Gisele ao encerrar sua mensagem aos novos profissionais.

A reflexão esteve presente também quando a reitora em exercício falou sobre a importância de continuar fazendo perguntas mesmo depois da conquista do diploma. Entre elas, questionamentos sobre que profissional cada formando deseja ser, a serviço de quem colocará o conhecimento adquirido e qual será sua responsabilidade diante daquilo que precisa ser transformado.

A formação, segundo Gisele, não termina com a colação de grau. Ela convidou os novos profissionais a continuarem investindo no conhecimento e lembrou das possibilidades de especialização, residência, mestrado e doutorado oferecidas pela Universidade.

Uma formação que ultrapassa a sala de aula

A paraninfa da noite, pró-Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão, Vanessa Moraes de Andrade, também ressaltou que o diploma carrega uma história construída por muitas pessoas e experiências.

Em uma fala marcada pela proximidade com os formandos, Vanessa lembrou que, embora não tenha sido professora da maioria da turma, recebeu com emoção o convite para ser paraninfa. A relação com a Biomedicina, entretanto, começou ainda em 2011, quando participou da construção do curso na Unesc.

“Eu vi esse curso nascer”, recordou a professora. Vanessa destacou ainda que, a partir daquele momento, os estudantes deixam de ser acadêmicos e passam a integrar a comunidade de egressos da Unesc. 

“Ser egresso não significa deixar de pertencer”, afirmou, convidando os novos profissionais a retornarem à Universidade para continuar sua formação e, quem sabe, um dia, também contribuírem com a formação de novas gerações.

Ao falar sobre as profissões, ela destacou a importância de compreender que, tanto na Biomedicina quanto na Fisioterapia, existe sempre uma pessoa no centro da atuação profissional.

Para os biomédicos, ressaltou o papel da investigação científica, da interpretação de sinais, dos diagnósticos e das tecnologias aplicadas à saúde. Aos fisioterapeutas, destacou o cuidado com o movimento, a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida.

“Não deixem que a rotina transforme pessoas em números, exames, diagnósticos ou prontuários”, alertou Vanessa, reforçando que competência técnica e humanidade precisam caminhar juntas.

Experiências que deram sentido à formação

Para o formando de Fisioterapia Ueslen Civiero José, a chegada ao dia da formatura representa a percepção de que dificuldades, dúvidas e desafios fizeram parte de uma transformação que alcançou tanto o estudante quanto o profissional que se tornou.

Ueslen Civiero José

“Para mim, a formatura representa não só a conclusão de um curso profissional, mas representa gratidão, conquista e, principalmente, responsabilidade”, afirmou.

Ueslen já atua na área, e durante a graduação, encontrou nas experiências fora da sala de aula uma parte importante de sua formação, com participação em diversos projetos da Universidade. Para ele, essas vivências ampliaram a compreensão sobre saúde e o papel social da Fisioterapia.

“Ver uma pessoa recuperando seus movimentos, conquistando mais independência ou simplesmente sentir-se acolhida fez com que eu entendesse, na prática, o significado dessa escolha”, relatou.

Ao olhar para a carreira que começa a construir, o novo fisioterapeuta afirma que deseja preservar a capacidade de enxergar a pessoa antes da doença, unindo a técnica com ciência, ética e humanização.

O sentimento de pertencimento

A formanda do curso de Biomedicina Fabiola Soares de Freitas também leva da Unesc uma trajetória marcada por encontros e pela sensação de ter encontrado seu lugar na Universidade.

Fabiola Soares de Freitas

A escolha pela Biomedicina nasceu da combinação entre o interesse pela área da saúde e pela tecnologia, pela inovação e pelos avanços científicos. Mas foi ainda na primeira aula na Unesc que Fabiola afirma ter vivido um momento decisivo.

Ela lembra das palavras do professor Emanuel de Souza, que transmitiu confiança sobre as possibilidades profissionais que poderiam ser construídas a partir da dedicação aos estudos.“Foi uma coisa que me deu tanta segurança, que eu lembro até hoje da sensação de pertencimento, de realmente ter escolhido a coisa certa”, contou.

Um novo ciclo começa

A cerimônia também celebrou o papel das famílias, dos amigos, professores, gestores e de todos aqueles que estiveram presentes durante a trajetória dos formandos. A partir de agora, novos biomédicos e fisioterapeutas da Unesc seguem para diferentes espaços de atuação, levando consigo conhecimentos, experiências e valores construídos durante a graduação.

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