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Criciúma

Rotativo de Criciúma arrecada pouco em quase metade das ruas; veja onde situação é mais crítica

Daiâna Farias |

Foto: Divulgação

Um levantamento apresentado nesta segunda-feira (31), na Câmara de Vereadores de Criciúma, colocou novamente em debate a distribuição das vagas do estacionamento rotativo pago na cidade.

Os dados apresentados pelo vereador Nícola Martins (PL) mostram que 30 das 69 ruas incluídas no sistema tiveram arrecadação abaixo de um parâmetro mínimo usado na análise para manter fiscalização no local.

O levantamento considera os valores registrados entre janeiro e julho de 2026.

Em cinco vias, o resultado foi ainda mais baixo. Segundo os dados, a arrecadação ficou abaixo do valor correspondente ao repasse de R$ 62 por vaga previsto no contrato com a concessionária.

Estão nessa situação as ruas Palamede Millioli, Cecília Daros Casagrande, Leone Perassoli, Osvaldo Aranha e São Marcelino Champagnat.

Na Rua Palamede Millioli, por exemplo, as 67 vagas geraram R$ 5.338,15 em sete meses, média inferior a R$ 800 por mês.

Para chegar ao grupo das 30 ruas, o vereador usou como referência um custo mensal de R$ 2 mil para manter monitoramento mínimo em cada via. Esse valor foi adotado apenas como parâmetro no levantamento e não representa, necessariamente, o custo oficial da operação.

Nícola afirma que parte das ruas com menor arrecadação tem perfil predominantemente residencial e defende uma revisão dos pontos onde a cobrança é mantida.

“Não estou aqui pedindo o fim do rotativo. Estou pedindo que ele exista onde faz sentido existir”, afirmou.

Receita fica concentrada em poucas ruas

Na outra ponta, o levantamento mostra que boa parte do faturamento está concentrada em um grupo pequeno de vias.

Segundo os dados apresentados, nove ruas respondem por 50% do faturamento líquido do sistema.

Entre elas estão a Avenida Getúlio Vargas, Rua Santo Antônio, Rua Coronel Marcos Rovaris, Avenida Rui Barbosa, Rua João Pessoa, Rua Lauro Müller, Rua Marechal Floriano Peixoto, parte da Avenida Centenário e Rua Antônio de Lucca.

Para o vereador, a diferença entre as ruas mais e menos rentáveis reforça a necessidade de revisar o mapa do estacionamento pago conforme o movimento e as características de cada região.

O assunto já havia sido levado por Nícola ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em 2025, quando houve suspensão temporária da cobrança em algumas vias.

Proposta prevê divulgação dos dados rua por rua

Além de defender a revisão do sistema, Nícola anunciou que pretende apresentar um projeto de lei para criar um portal específico de transparência do estacionamento rotativo.

A proposta é divulgar periodicamente quanto cada rua arrecada, além de informações sobre fiscalização e funcionamento do serviço.

“Se existe cobrança rua a rua, também precisa existir transparência rua a rua. O cidadão precisa conseguir saber quanto aquela rua arrecadou, quanto foi fiscalizada e qual é o resultado do sistema”, afirmou.


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