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Criciúma

Vereador de Criciúma diz que doações de marmitas podem facilitar permanência de pessoas nas ruas

Débora Dias | - Atualizado 2 semanas atrás

Imagem Ilustrativa

“Não quero facilitar essa situação”. É com esse posicionamento que o vereador Marlon Zappelini (PL), de Criciúma, levantou um debate sobre a doação de marmitas para pessoas em situação de rua no município. A discussão foi iniciada após uma enquete publicada pelo parlamentar nas redes sociais, na qual ele perguntou aos moradores o que pensam sobre o assunto.

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Em conversa com o HN Notícias, Zappelini explicou que a intenção não seria impedir a doação de alimentos, mas discutir a criação de critérios para empresas, restaurantes e demais pessoas que realizam esse tipo de ação.

Segundo ele, a discussão está relacionada à necessidade de estimular que pessoas em situação de rua tenham acesso às políticas públicas disponíveis no município e possam deixar essa condição.

“As pessoas que estão nas ruas de Criciúma hoje, são, em sua maioria, usuários de crack. Temos que fazer de tudo para que essas pessoas em situação de rua procurem o tratamento adequado, e não apenas permaneçam nas ruas, vivendo no vício”, afirmou.

O vereador também citou estruturas e serviços existentes em Criciúma, como a Casa de Passagem e o Centro Pop, além de mencionar a disponibilidade de atendimento para pessoas que precisam de tratamento contra a dependência química.

De acordo com o parlamentar, a preocupação é que a entrega de alimentos sem critérios possa contribuir, na avaliação dele, para a permanência de algumas pessoas nas ruas.

“Parece até falta de humanismo, mas falta de humanismo é deixar as pessoas na rua”, declarou.

Zappelini citou ainda a região do bairro Pinheirinho como exemplo de local onde, segundo ele, restaurantes realizam doações de alimentos. Na avaliação do vereador, a situação precisa ser discutida em conjunto com outras políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

“As pessoas que recebem os alimentos são aqueles que cometem os pequenos furtos, que dormem na frente dos comércios, que importunam as mulheres nas paradas de ônibus. Alimentar é facilitar a permanência dessas pessoas nas ruas e eu não quero que seja facilitada essa situação. Precisamos que eles saiam das ruas”, reforçou.

O parlamentar também afirmou que o município disponibiliza alternativas como emprego, acolhimento e encaminhamento para tratamento, além dos serviços voltados ao atendimento da população em situação de rua.

A proposta, neste momento, está sendo apresentada pelo vereador como uma discussão sobre possíveis critérios para as doações. A enquete publicada nas redes sociais teve justamente o objetivo de ouvir a população antes de um eventual avanço do debate.

“Tem pessoas que realmente precisam, e essas devem ter acesso à assistência social. Mas, infelizmente, hoje grande parte das pessoas que estão nas ruas são usuários de crack e utilizam essas ferramentas para permanecer nessa situação. Eu sempre friso que quem precisa da assistência social deve, com certeza, ter acesso a ela. Porém, no caso dos usuários de crack que não saem das ruas e permanecem nessa condição, é preciso estabelecer critérios. A gente tem que dificultar um pouco isso, porque, se não, aquele indivíduo que usa crack nas ruas vai continuar lá”, finaliza o vereador.

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