Aos 29 anos, a catarinense Luana Lopes Lara passou a integrar a lista de bilionários da revista Forbes e foi apontada como a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna.
Natural de Santa Catarina e ex-integrante do Balé Bolshoi em Joinville, ela trocou os palcos pela tecnologia e hoje é cofundadora da Kalshi, plataforma de negociações baseada em eventos, avaliada em cerca de US$ 11 bilhões.
Formada em Engenharia e Ciência da Computação pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, Luana construiu uma trajetória marcada por desempenho acadêmico e experiência internacional.
Na adolescência, acumulou medalhas em olimpíadas estudantis, como ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática. Antes da graduação, chegou a dançar profissionalmente na Áustria.
No mercado financeiro, ela teve passagem por grandes gestoras de Wall Street, como Bridgewater Associates, Citadel e Five Rings Capital, experiência que ajudou a moldar seu perfil analítico e abrir caminho para o empreendedorismo.
A ideia da Kalshi surgiu em 2018, ainda nos corredores do MIT, quando Luana conheceu o futuro sócio, Tarek Mansour.
A proposta era criar uma plataforma em que usuários pudessem negociar contratos atrelados ao resultado de acontecimentos reais — como indicadores econômicos, decisões políticas e dados sociais — de forma regulada.
A startup ganhou relevância ao obter uma autorização inédita da agência reguladora norte-americana CFTC para operar esse tipo de mercado.
Hoje, a Kalshi movimenta mais de US$ 1 bilhão por semana e se tornou uma das referências globais no segmento. Como COO, Luana é responsável pela operação e pela estratégia da empresa.
Sua participação acionária é estimada em uma fatia que a coloca no grupo das bilionárias e a destaca como um dos nomes mais promissores da tecnologia mundial.







