O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621,00, valor que representa um reajuste de 6,78% em relação ao piso nacional de 2025, atualmente em R$ 1.518,00.
A correção segue a política de valorização implementada pelo governo federal, que prevê dois tipos de ajuste:
• reposição da inflação, para evitar perda do poder de compra;
• aumento real, calculado com base no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
O reajuste inflacionário considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 4,18% nos 12 meses encerrados em novembro. Já o PIB de 2024 cresceu 3,4%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar disso, o arcabouço fiscal estabelece um limite para o ganho real do salário mínimo, que não pode ultrapassar 2,5% acima da inflação. A regra foi criada com o objetivo de controlar os gastos públicos e ajudar o governo a cumprir a meta de zerar o déficit primário.
O valor confirmado para 2026 ficou um pouco abaixo da projeção apresentada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que sugeria um salário mínimo de R$ 1.627, aumento de 7,18% sobre o valor de 2025. A diferença ocorre porque a inflação observada acabou sendo menor do que a estimada no envio da proposta ao Congresso.











