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Economia

Montadora dona da Fiat e Jeep anuncia investimento bilionário no Brasil

Esse montante representa o maior valor já direcionado para o setor automobilístico nacional

HN Notícias |

Foto: Stellantis/Guia do Carro

A montadora Stellantis, detentora de marcas renomadas como Fiat e Jeep, revelou nesta quarta-feira (6) um investimento significativo de R$ 30 bilhões em suas fábricas brasileiras entre 2025 e 2030. Esse montante representa o maior valor já direcionado para o setor automobilístico nacional.

Em comparação, a Volkswagen anunciou recentemente um investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro unidades fabris no Brasil até 2028.

Com esse aporte financeiro, a Stellantis pretende lançar pelo menos 40 novos produtos e focar no desenvolvimento de tecnologias voltadas para a descarbonização dos veículos produzidos pela empresa.

A principal destinação desses recursos será o avanço na tecnologia bio-hybrid, um modelo que combina eletrificação com motores flex movidos a etanol. Essa iniciativa, apresentada pela montadora em agosto do ano passado, visa atender principalmente os consumidores brasileiros da classe média, oferecendo uma mobilidade segura, limpa e acessível.

Carlos Tavares, diretor-executivo da Stellantis, ressaltou que, embora os carros 100% elétricos ainda não sejam o foco dos investimentos da empresa no Brasil, devido ao alto custo dessa tecnologia para a maioria dos consumidores, os veículos híbridos movidos a etanol representam uma alternativa viável e sustentável.

A empresa também está alinhada com o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) do governo federal, que visa incentivar a produção de veículos sustentáveis e a pesquisa voltada para a descarbonização. O investimento da Stellantis reflete esse compromisso com a inovação e a busca por soluções ambientalmente responsáveis na indústria automotiva brasileira.

Embora reconheça a importância da regionalização da indústria automotiva, Tavares ressalta a necessidade de investimentos em pesquisas para tornar os veículos elétricos mais acessíveis em mercados emergentes como o Brasil, contribuindo assim para a redução das emissões de carbono no país e no mundo.

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