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Foto: Reprodução

As ações da Tesla acumulam uma alta de aproximadamente 62% nos últimos seis meses, apesar do ritmo mais lento nas vendas desde a passagem de Elon Musk pelo governo de Donald Trump, parceria que chegou ao fim em maio. Mesmo com esse cenário misto, os acionistas da montadora decidiram apostar alto no futuro da companhia.

No início deste mês, durante a assembleia anual, 75% dos votantes aprovaram um pacote de remuneração considerado histórico. Se Musk cumprir todas as metas estabelecidas, seu pagamento poderá alcançar quase US$ 1 trilhão, tornando-o potencialmente o primeiro trilionário do mundo. O anúncio arrancou aplausos vigorosos e gritos de “Musk, Musk, Musk” do público presente.

Atualmente, o CEO já ocupa o posto de pessoa mais rica do planeta. Porém, o acordo prevê desafios ambiciosos para os próximos dez anos, e nenhum deles será simples. Entre as metas está elevar o valor de mercado da Tesla dos atuais US$ 1,4 trilhão para US$ 8,5 trilhões, além de colocar em funcionamento comercial 1 milhão de robotáxis autônomos.

O conselho da Tesla justificou o valor expressivo do pacote afirmando que, sem sua aprovação, Musk poderia abandonar a companhia, o que traria ainda mais incertezas. O próprio empresário celebrou o resultado, dizendo que a montadora está prestes a iniciar “não apenas um novo capítulo, mas um livro completamente novo”. Ele afirmou ainda que assembleias de outras empresas costumam ser entediantes, ao contrário da atmosfera calorosa da Tesla.

Apesar do otimismo, o caminho não está livre. Os órgãos reguladores dos Estados Unidos investigam o sistema de direção autônoma da marca após registros de falhas, como carros passando sinais vermelhos ou trafegando pela contramão, que resultaram em acidentes e feridos. Esse ponto pode se tornar um dos grandes obstáculos para que Musk cumpra o ambicioso plano.

HN Notícias