Três servidoras da Coordenadoria Regional de Educação de Araranguá foram afastadas cautelarmente de suas funções pela Secretaria de Estado da Educação (SED) enquanto são investigadas por supostamente apresentarem diplomas falsificados de Doutorado em Educação para obter progressão funcional.
Os afastamentos foram oficializados por meio de portarias assinadas pela secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, e publicadas nesta semana no Diário Oficial do Estado. A medida tem validade inicial de 60 dias e foi adotada sem prejuízo da remuneração, ou seja, as servidoras continuarão recebendo seus salários durante esse período.
Segundo a SED, o afastamento possui caráter preventivo e integra o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado para apurar a possível utilização de documentos irregulares na concessão de benefícios funcionais.
A investigação começou após a secretaria identificar inconsistências na documentação apresentada pelas servidoras. Entre os indícios levantados está o fato de duas dissertações possuírem exatamente o mesmo título. Além disso, a Universidade Paulista (UNIP), mencionada nos diplomas, informou oficialmente que não oferece cursos de Mestrado ou Doutorado em Educação e negou qualquer vínculo com os certificados sob investigação.
Apesar do afastamento das atividades, as servidoras seguem com o direito à remuneração, conforme previsto nas portarias. A medida não configura punição antecipada, mas busca assegurar que a apuração transcorra de forma adequada, sem interferências.
Ao fim do Processo Administrativo Disciplinar, caso sejam comprovadas as irregularidades, as investigadas poderão responder nas esferas administrativa, civil e criminal. Também poderão perder a progressão funcional obtida com a documentação questionada e, se houver determinação das autoridades competentes, serem obrigadas a devolver eventuais valores recebidos de forma indevida.








