Rebeca Andrade alcançou nesta sexta-feira (7) a maior nota registrada no salto em 2026, durante o Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, em Brasília. Mesmo com os 14,800 pontos, a brasileira ficou fora da final do aparelho. A explicação está no regulamento.
Rebeca fez apenas um salto na classificatória. Para disputar a final individual, a ginasta precisa apresentar dois saltos diferentes. Como ela realizou somente uma tentativa, a pontuação ajudou o Flamengo na disputa por equipes, mas não valeu para colocá-la na decisão do salto.
No exercício, Rebeca apresentou um Yurchenko com dupla pirueta, conhecido como DTY. O salto teve 5,0 pontos de dificuldade, 9,7 de execução e ainda recebeu 0,1 de bônus pela chegada.

Com os 14,800 pontos, a brasileira superou a própria melhor marca na temporada. Até então, Rebeca havia chegado a 14,533, mesma nota alcançada pela japonesa Aiko Sugihara.
Não existe um ranking mundial oficial baseado apenas nessas pontuações, já que o julgamento pode variar entre competições. Ainda assim, a nota de Rebeca é a maior registrada em um salto nesta temporada.
Participação reduzida foi planejada
A ausência na final não significa que Rebeca tenha sido eliminada por baixo desempenho. A escolha de fazer apenas um salto foi planejada em conjunto pelas comissões técnicas da Seleção Brasileira e do Flamengo.
A ginasta voltou às competições em junho, depois de mais de um ano afastada, e tem retomado o calendário de forma gradual.
No Campeonato Pan-Americano, que marcou seu retorno, Rebeca também competiu apenas no salto e terminou campeã do aparelho, com média de 14,549 pontos.
Após a apresentação no Brasileiro, ela comemorou a oportunidade de voltar a competir pelo clube.
“Foi muito bom. Sou uma pessoa que gosto muito mais de competir que de treinar. Poder ajudar mesmo só com um aparelho foi maravilhoso”, disse.
Saltos mais difíceis ainda não foram apresentados
O movimento feito no Brasileiro não é o salto mais difícil do repertório de Rebeca. Ela também executa o Cheng, que tem 5,6 pontos de dificuldade, e o Amanar, um Yurchenko com duas piruetas e meia, avaliado em 5,4.
Os dois movimentos fizeram parte da apresentação da brasileira na final dos Jogos Olímpicos de Paris, quando conquistou a medalha de prata no salto.
Rebeca mira o Mundial
O Campeonato Brasileiro faz parte da preparação para o Mundial de Roterdã, em outubro. A competição será importante para o Brasil no caminho até os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Nos treinamentos em Brasília, Rebeca também mostrou exercícios nas barras assimétricas e na trave, aparelhos que podem voltar ao programa competitivo da ginasta.
Assim, mesmo sem disputar a final do salto no Brasileiro, Rebeca saiu da classificatória com a principal marca do aparelho em 2026: 14,800 pontos.









