Guerra no Oriente Médio: afinal, quem briga com quem nessa guerra?
Uma das maiores dúvidas de quem acompanha o noticiário sobre o Oriente Médio é entender quem está contra quem. Isso acontece porque o conflito não envolve apenas dois países, mas uma rede de governos, grupos armados e potências internacionais.
Para o professor doutor Thiago Francisco, pesquisador da Unesc, reduzir a crise a uma guerra entre dois lados é um erro. “Não é uma guerra simples entre dois lados”, afirma.
De forma simplificada, Israel está no centro de uma parte importante do conflito e enfrenta grupos armados que atuam em regiões como Gaza, Líbano e Síria, além da tensão permanente com o Irã, que se posiciona como potência regional e adversário estratégico do Estado israelense.
Os Estados Unidos aparecem como principal aliado de Israel e mantêm presença histórica no Oriente Médio. Já o Irã amplia sua influência por meio de alianças e apoio a forças contrárias a Israel.
Além disso, outros países também entram nesse cenário com interesses próprios, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Rússia e China.
“É um sistema regional mais complexo, com múltiplos atores”, destaca o professor.
Segundo ele, o conflito mistura religião, território, política e interesses internacionais. Por isso, não pode ser entendido como um confronto direto entre apenas dois países.
A origem dessa crise ajuda a entender por que o cenário é tão difícil de acompanhar. Judeus e árabes compartilham raízes históricas e religiosas associadas a Abraão, e Jerusalém é uma cidade sagrada para diferentes tradições.
Mas os conflitos atuais foram moldados principalmente por decisões políticas mais recentes. “O conflito atual é alimentado principalmente por decisões políticas modernas”, explicaThiago.
Após a queda do Império Otomano, no fim da Primeira Guerra Mundial, potências europeias redesenharam o mapa do Oriente Médio.
Décadas depois, a criação do Estado de Israel, em 1948, aprofundou a disputa com os palestinos e desencadeou novas guerras na região.
Há ainda uma outra camada importante: a rivalidade entre sunitas e xiitas, que amplia o alcance do conflito e reforça disputas por influência regional.
“Na prática, o Oriente Médio vive um tabuleiro geopolítico complexo, com alianças, disputas indiretas e frentes de tensão que tornam a guerra mais difícil de acompanhar, e ainda mais difícil de resolver”, completa Thiago.
- Reportagem: Daiana Farias | HN Notícias
- Fonte principal: Prof. Dr. Thiago Francisco, pesquisador do PPGDS da Unesc e coordenador dos cursos de Administração e Administração – Comércio Exterior da universidade.
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