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Guerra no Oriente Médio: quais os impactos em Criciúma e no Sul catarinense
Foto: Reprodução/HN'Notícias

Guerra no Oriente Médio: quais os impactos em Criciúma e no Sul catarinense

Embora o conflito no Oriente Médio aconteça a milhares de quilômetros do Brasil, seus efeitos podem ser sentidos também em Criciúma e no Sul catarinense, especialmente em setores que dependem de transporte, energia e insumos atrelados ao dólar.

Segundo o professor doutor Thiago Francisco, da Unesc, o primeiro impacto costuma aparecer no transporte e na logística. “O efeito geralmente começa no transporte e na energia”, observa.

Isso acontece porque a região depende fortemente do modal rodoviário para escoar produção e abastecer o comércio.

Se o diesel sobe, o frete sobe quase imediatamente, e esse custo começa a se espalhar pela economia local.

Na sequência, a indústria também pode sentir o reflexo, principalmente em setores fortes no Sul catarinense, como o cerâmico, plástico, metalmecânico e têxtil.

Muitos desses segmentos dependem de energia intensiva, logística constante e insumos dolarizados.

Se o dólar sobe ou o petróleo encarece, a margem dessas atividades fica mais pressionada. Isso pode afetar custos, repasses de preços e, em alguns casos, até o ritmo da produção.

A construção civil também entra nessa conta. Materiais como aço, cimento, tintas, resinas e revestimentos podem sofrer aumento de custo.

Se a inflação continuar pressionada, o crédito também pode ficar mais caro, o que afeta financiamentos e novos projetos.

No comércio, o impacto aparece quando fornecedores reajustam preços e esse movimento chega ao consumidor.

O setor não produz, mas repassa os aumentos que vêm da indústria, do transporte e da importação.

Já os alimentos costumam representar o reflexo mais visível para as famílias, porque o aumento do frete e dos insumos agrícolas costuma chegar mais rápido às prateleiras.

Se diesel, fertilizantes e outros custos sobem, a pressão aparece no preço final pago pelo consumidor.

Para Thiago Francisco, Criciúma e o Sul catarinense não estão isolados desse tipo de crise. 

A região faz parte de uma economia integrada, em que energia, câmbio e logística funcionam como canais diretos de transmissão dos efeitos de uma escalada internacional.

Em um cenário prolongado de tensão, o impacto deixa de ser pontual e passa a pressionar custos, consumo e atividade econômica. 

“Mesmo longe da guerra, a economia local sente os reflexos de um conflito que mexe com o mercado global”, finaliza o professor doutor Thiago Francisco.


  • Reportagem: Daiana Farias | HN Notícias
  • Fonte principal: Prof. Dr. Thiago Francisco, pesquisador do PPGDS da Unesc e coordenador dos cursos de Administração e Administração – Comércio Exterior da universidade.


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Foto: Reprodução/HN’Notícias