Neste sábado (29) completam-se nove anos do acidente aéreo que marcou para sempre a história da Associação Chapecoense de Futebol e do esporte mundial.
Em 29 de novembro de 2016, o avião da empresa boliviana Lamia, que levava a delegação da Chape para a final da Copa Sul-Americana, caiu próximo a Medellín, na Colômbia.
A equipe catarinense faria a primeira decisão continental de sua história. O sonho foi interrompido a poucos quilômetros do destino.
A tragédia matou 71 das 77 pessoas a bordo, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes.
Seis pessoas sobreviveram.
Anos depois, o episódio segue lembrado com homenagens em estádios, cidades e pelos torcedores, enquanto a história dos sobreviventes continua sendo acompanhada pelo público.
Veja como estão hoje os sobreviventes da tragédia:

Alan Ruschel – o jogador que voltou aos gramados
Entre os atletas, Alan Ruschel foi o único que conseguiu retomar a carreira profissional. Ele sofreu lesões graves na coluna e fraturas em membros superiores e inferiores, mas retornou ao futebol em 2017, ainda pela Chapecoense, poucos meses após o acidente.
O lateral fez parte da campanha histórica que levou o clube à disputa da Libertadores. Depois de deixar a Chape, passou por Goiás, América-MG, Londrina e atualmente defende o Juventude.

Jakson Follmann – das traves ao palco
O então goleiro Jakson Follmann teve uma das pernas amputada em consequência do acidente, o que encerrou precocemente sua trajetória como jogador.
Ele chegou a trabalhar na Chapecoense em funções ligadas ao futebol, mas acabou seguindo um novo caminho.
Hoje, Follmann atua como palestrante, participa de eventos motivacionais, investe na música e produz conteúdo para as redes sociais, mostrando a rotina com bom humor e foco em superação.

Neto – o zagueiro que virou palestrante
Último sobrevivente a ser resgatado com vida, o ex-zagueiro Neto ainda tentou voltar aos gramados pela Chapecoense. As dores e sequelas deixadas pelo acidente, porém, falaram mais alto e ele decidiu não seguir jogando profissionalmente.
Atualmente, Neto se dedica a palestras motivacionais e eventos corporativos, relembrando a trajetória no futebol, a tragédia e o processo de recuperação física e emocional.

Rafael Henzel – voz que ficou na memória
O narrador Rafael Henzel, um dos jornalistas que sobreviveu à queda do avião, retomou sua carreira no rádio após o acidente e virou símbolo de resistência.
Em março de 2019, porém, Henzel morreu aos 45 anos, após sofrer um infarto fulminante enquanto jogava futebol com amigos.
A morte dele comoveu novamente a cidade de Chapecó e o país.

Erwin Tumiri – o tripulante que sobreviveu duas vezes
O técnico de voo Erwin Tumiri foi um dos dois tripulantes que sobreviveram à queda da aeronave da Lamia.
Anos depois, em 2021, ele voltou às manchetes ao se envolver em outro acidente: o ônibus em que viajava sofreu uma grave colisão na rodovia entre Cochabamba e Santa Cruz, na Bolívia.
Mais uma vez, ele sobreviveu.

Ximena Suárez – a comissária que voltou a voar
A comissária de bordo Ximena Suárez também saiu com vida da tragédia.
Em 2019, ela iniciou treinamento em outra companhia aérea, a AmasZonas, e chegou a voltar a trabalhar em voos comerciais por um período.
Depois disso, poucas informações detalhadas sobre a rotina atual de Ximena foram divulgadas publicamente.
Nove anos depois, o acidente da Chapecoense segue como uma das maiores tragédias do futebol mundial.
A história dos sobreviventes, marcada por perdas, dor, reconstrução e novos caminhos, continua sendo lembrada a cada aniversário da data que mudou para sempre o Verdão do Oeste e o esporte brasileiro.










