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Pais em alerta: julgamento acusa redes de “viciar” adolescentes e afetar a saúde mental; entenda
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

As empresas Meta e Google começam a enfrentar nesta semana um julgamento no Tribunal Superior da Califórnia, nos Estados Unidos, em um processo que acusa as plataformas Instagram e YouTube de contribuírem para danos à saúde mental de jovens.

A ação foi movida por uma jovem de 19 anos, que afirma ter desenvolvido dependência das redes sociais ainda na adolescência.

Segundo o processo, escolhas de design e de funcionamento dos aplicativos teriam incentivado o uso contínuo e prolongado, o que, de acordo com a acusação, teria agravado problemas emocionais durante o período em que ela era menor de idade.

O caso sustenta que as empresas teriam adotado estratégias para aumentar o tempo de permanência de crianças e adolescentes nas plataformas, com foco em engajamento e lucro, sem considerar os possíveis impactos sobre usuários mais jovens.

Este julgamento é apontado como o primeiro de uma série de processos semelhantes que podem chegar aos tribunais ao longo do ano nos EUA, com potencial de influenciar novas decisões e precedentes na área.

O que acontece agora

A seleção do júri começa nos próximos dias e o julgamento pode se estender por até oito semanas, segundo a Associated Press. Executivos das empresas, incluindo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, devem prestar depoimento.

O júri vai analisar se houve negligência por parte das companhias ao manter produtos que teriam prejudicado a saúde mental da autora e se o uso das plataformas teve papel determinante no caso, em comparação a outros fatores fora do ambiente digital.

O que dizem as empresas

Meta e Google se defendem apontando uma lei federal que, em determinados casos, limita a responsabilização de plataformas digitais por conteúdo de terceiros. Uma eventual condenação poderia abrir margem para novas discussões sobre o alcance dessa proteção jurídica.

A Meta afirma que seus produtos não causaram os problemas relatados. O Google sustenta que o YouTube tem características diferentes de redes sociais como Instagram e TikTok e, por isso, não deveria ser enquadrado da mesma forma.

TikTok e Snapchat ficaram fora

O processo, inicialmente, também incluía TikTok e Snapchat, mas as duas plataformas fecharam acordos extrajudiciais e deixaram a ação. Os termos não foram divulgados.


*Fonte: Redação HN’Notícias com informações de Agência Brasil