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O que era notícia em Criciúma há 75 anos? Saiba como acessar jornais históricos de casa em projeto que homenageia Susana Naspolini

Talise Freitas | - Atualizado 1 mês atrás

Fotos: Gregori Flauzino/Decom

Criciúma deu mais um passo em inovação e transformação digital com a criação da Hemeroteca Susana Dal Farra Naspolini.

Com isso, o município se tornou o primeiro de Santa Catarina a implantar sua própria hemeroteca digital pública.

A iniciativa nasceu com o objetivo de preservar a memória e o patrimônio do jornalismo criciumense.

O ato de lançamento aconteceu na noite dessa quinta-feira (23), no Centro Cultural Jorge Zanatta, e também fez parte das atividades da 19ª Feira do Livro de Criciúma, que neste ano tem como subtema “Revivendo as memórias da imprensa de Criciúma”.

O projeto é conduzido pela Fundação Cultural de Criciúma (FCC), em parceria com a Secretaria Municipal de Governança, e tem como foco a organização de jornais físicos publicados no município a partir da década de 1950, que fazem parte do Acervo Histórico Pedro Milanez, em formato PDF.

A proposta busca facilitar o acesso e fortalecer a preservação da memória documental, reunindo conteúdos relevantes para pesquisas acadêmicas, históricas, culturais e sociais.

A consulta pública online dos materiais já está disponível no site da Prefeitura de Criciúma e pode ser acessada por meio deste link (https://abrir.link/Zhygc).

“Com o lançamento da hemeroteca, Criciúma reafirma o compromisso com a preservação da memória, da cultura e da história da nossa cidade, garantindo que as futuras gerações tenham acesso aos registros que ajudaram a compreender a construção da nossa identidade”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

A digitalização também representa uma estratégia de conservação, pois parte dos exemplares já apresenta sinais de desgaste devido ao tempo e ao manuseio frequente.

Além disso, alia preservação histórica e inovação tecnológica, conforme destacou o secretário municipal de Governança, Tiago Ferro Pavan.

“A tecnologia tem um papel fundamental na democratização do acesso à informação. Com a hemeroteca, protegemos documentos que fazem parte da história de Criciúma e, ao mesmo tempo, disponibilizamos esse conteúdo de forma simples, organizada e acessível para qualquer cidadão. É um projeto que conecta memória, inovação e serviço público”, explicou.

Durante a solenidade, foi sancionada a lei que denomina a Hemeroteca Digital de Criciúma Susana Dal Farra Naspolini Torres, reconhecendo o nome da jornalista no espaço de preservação da história do município.

A presidente da FCC, Cristiane Maccari Uliana Zappelini, ressaltou que a criação da hemeroteca presta uma homenagem permanente a uma das maiores referências da comunicação catarinense.

“Dar o nome da Susana é uma forma de reconhecer o legado de uma jornalista que levou o nome de Criciúma para todo o país com sensibilidade e compromisso com a informação. É uma homenagem mais do que merecida, que eterniza sua contribuição”, destacou.

O lançamento da Hemeroteca Susana Dal Farra Naspolini contou com a presença de familiares da jornalista, entre eles a mãe, Maria Dal Farra Naspolini, educadora e ex-vice-prefeita de Criciúma.

Durante a solenidade, ela subiu ao palco para relembrar a trajetória da filha e emocionou o público ao declamar um poema, sendo aplaudida pelos presentes.

O evento também reuniu os historiadores Mário Belolli e Archimedes Naspolini, que participam da celebração da memória e da história da imprensa criciumense.

O legado de Susana Dal Farra Naspolini Torres

Filha de Maria Dal Farra Naspolini e de Fúlvio Naspolini, Susana nasceu em Criciúma e foi uma das profissionais da comunicação mais reconhecidas do país.

Ela iniciou sua trajetória apresentando o telejornal Bom Dia Santa Catarina, da antiga RBS TV.

Susana construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o jornalismo e com as pessoas. Foi no Rio de Janeiro que ela se consagrou como referência no jornalismo comunitário, à frente do quadro RJ Móvel, do telejornal RJ1, levando a voz da população e cobrando soluções para os problemas da sociedade.

A jornalista também deixou sua marca na literatura, como autora dos livros “Eu escolho ser feliz” e “Terapia com Deus”, obras em que compartilhou sua caminhada de fé, coragem e superação durante a luta contra o câncer.

Foi casada com o narrador esportivo Maurício Torres (in memoriam), com quem teve sua filha, Júlia Naspolini.

Susana faleceu em outubro de 2022, aos 49 anos.

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