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Foto: Money Times

 


O salário mínimo nacional deve passar por um novo aumento em 2026. De acordo com o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo ao Congresso, o piso proposto é de R$ 1.631, acima dos atuais R$ 1.518.

O percentual de reajuste previsto é de 7,44%, combinando correção pela inflação e ganho real.

Se o valor for confirmado, o novo mínimo passa a valer a partir de janeiro de 2026, ou seja, aparece já no salário pago em fevereiro.

O piso nacional serve de referência para milhões de pessoas, incluindo trabalhadores com carteira assinada, aposentados e beneficiários de programas sociais, como o BPC.

Como o novo salário mínimo será definido

O valor ainda não está garantido. O PLOA será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), que reúne deputados e senadores.

O processo inclui:

* debates em audiências públicas;

* apresentação de emendas;

* elaboração de relatórios setoriais;

* parecer final do relator.

O relator do orçamento é o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL). A expectativa é de que o Congresso aprove a versão final até 22 de dezembro, prazo limite para envio à sanção presidencial.

Por que o salário mínimo vai subir

O reajuste segue a nova política de valorização do salário mínimo, que soma:

* a inflação projetada para o período (estimada em 3,6% para 2026);

* o crescimento do PIB, com expectativa de alta de cerca de 2,44%.

No mesmo projeto, o governo estipula o limite de despesas primárias em R$ 2,428 trilhões e mantém a meta de superávit fiscal de R$ 34,3 bilhões, o equivalente a 0,25% do PIB. A equipe econômica afirma que o objetivo é reforçar a arrecadação e tornar o gasto público mais eficiente para controlar a dívida.

Como o salário mínimo evoluiu nos últimos anos

O salário mínimo vem subindo de forma gradual ao longo da última década.

Alguns marcos recentes:

* 2010: R$ 510,00

* 2015: R$ 788,00

* 2018: R$ 954,00

* 2020: R$ 1.045,00

* 2022: R$ 1.212,00

* Janeiro a abril de 2023: R$ 1.302,00

* A partir de maio de 2023: R$ 1.320,00

* 2024: R$ 1.412,00

* 2025: R$ 1.518,00

* Proposta para 2026: R$ 1.631,00

Os percentuais de aumento variam ano a ano, acompanhando inflação, decisões de governo e mudanças na política de valorização.

E o salário mínimo regional em Santa Catarina?

Além do piso nacional, Santa Catarina mantém um salário mínimo regional, criado em 2009. Ele vale para trabalhadores que não têm piso definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo.

Só cinco estados adotam esse modelo: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Veja as faixas atuais em SC:

Primeira faixa – R$ 1.730,00

Para trabalhadores:

* da agricultura e pecuária;

* de indústrias extrativas e de beneficiamento;

* de empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos;

* de turismo e hospitalidade;

* da construção civil;

* de instrumentos musicais e brinquedos;

* de estabelecimentos hípicos;

* motociclistas, motoboys e trabalhadores do transporte em geral, exceto motoristas.

Segunda faixa – R$ 1.792,00

Para empregados:

* das indústrias do vestuário e calçado;

* de fiação e tecelagem;

* de artefatos de couro;

* das indústrias de papel, papelão e cortiça;

* de empresas que distribuem e vendem jornais e revistas, incluindo bancas e vendedores ambulantes;

* da administração de empresas proprietárias de jornais e revistas;

* de empresas de comunicações e telemarketing;

* das indústrias do mobiliário.

Terceira faixa – R$ 1.898,00 

Para trabalhadores:

* das indústrias químicas e farmacêuticas;

* das indústrias cinematográficas;

* das indústrias da alimentação;

* do comércio em geral;

* de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa – R$ 1.978,00

Para empregados:

* das indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;

* das indústrias gráficas;

* de vidros, cristais, espelhos, cerâmica, louça e porcelana;

* de artefatos de borracha;

* de seguros privados, capitalização e crédito;

* de edifícios e condomínios, turismo e hospitalidade;

* das indústrias de joias e lapidação de pedras preciosas;

* auxiliares de administração escolar;

* de estabelecimentos de cultura;

* de processamento de dados;

* motoristas do transporte em geral;

* de serviços de saúde.