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Foto: Money Times

 


O governo federal revisou para baixo a projeção do salário mínimo nacional de 2026.

A nova projeção consta em documentos enviados pelo Ministério do Planejamento ao Congresso Nacional para análise do Orçamento do próximo ano.

A revisão tem relação com uma inflação menor do que a esperada, o que reduz o índice usado no cálculo do piso.

O valor estimado passou de R$ 1.631 para R$ 1.627, uma redução de R$ 4 em relação ao previsto anteriormente.

O novo piso deve começar a valer em janeiro de 2026, sendo pago pela primeira vez no salário de fevereiro.

Quem é impactado pelo novo salário mínimo

O salário mínimo é referência direta para cerca de 59,9 milhões de pessoas no Brasil, incluindo:

– trabalhadores formais que ganham piso nacional;

– aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo;

– beneficiários de programas sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Qualquer alteração no valor, mesmo pequena, tem impacto direto na renda dessas famílias.

Como o salário mínimo é calculado

A política de reajuste do salário mínimo leva em conta dois fatores:

– a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses até novembro;

– o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), com ganho real limitado a até 2,5% acima da inflação, dentro das regras fiscais.

O valor final do piso para 2026 só será fechado depois da divulgação oficial do INPC, mas a expectativa é de que a diferença em relação aos R$ 1.627 projetados seja pequena.

Piso regional em Santa Catarina é maior que o nacional

Além do salário mínimo definido pelo governo federal, Santa Catarina adota um salário mínimo regional, em vigor desde 2009.

Esse piso vale para trabalhadores que não têm piso definido em convenção, acordo coletivo ou outra lei específica.

O estado está entre os poucos do país que mantêm essa política, junto com São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Hoje, o piso regional catarinense é dividido em quatro faixas, de acordo com o setor de atuação:

1ª faixa – R$ 1.730,00

Para trabalhadores:

– da agricultura e pecuária;

– de indústrias extrativas e de beneficiamento;

– de empresas de pesca e aquicultura;

– empregados domésticos;

– de turismo e hospitalidade;

– da construção civil;

– da indústria de instrumentos musicais e brinquedos;

– de estabelecimentos hípicos;

– motociclistas, motoboys e trabalhadores do transporte em geral (exceto motoristas).

2ª faixa – R$ 1.792,00

Inclui funcionários:

– das indústrias do vestuário e calçados;

– de fiação e tecelagem;

– de artefatos de couro;

– do setor de papel, papelão e cortiça;

– de distribuição e venda de jornais e revistas;

– da administração de empresas jornalísticas;

– de empresas de comunicações e telemarketing;

– das indústrias do mobiliário.

3ª faixa – R$ 1.898,00

Vale para:

– indústrias químicas e farmacêuticas;

– cinema e audiovisual;

– indústrias da alimentação;

– trabalhadores do comércio em geral;

– empregados de agentes autônomos do comércio.

4ª faixa – R$ 1.978,00

Abrange trabalhadores de:

– indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;

– gráficas;

– indústrias de vidro, cristais, espelhos, cerâmica, louça e porcelana;

– de artefatos de borracha;

– empresas de seguros, capitalização e crédito;

– edifícios e condomínios residenciais e comerciais;

– joalheria e lapidação de pedras preciosas;

– auxiliares em administração escolar;

– estabelecimentos de cultura;

– empresas de processamento de dados;

– motoristas do transporte em geral;

– trabalhadores de estabelecimentos de saúde.


Enquanto o país aguarda a confirmação do valor oficial do salário mínimo nacional para 2026, muitos trabalhadores em Santa Catarina seguem amparados por pisos regionais mais altos, que servem como referência mínima para diversas categorias no estado.

HN Notícias