A mobilização que tomou conta das redes sociais e grupos de mensagens nas últimas semanas trouxe alívio para uma família de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina.
A campanha criada para custear a cirurgia do menino Joaquim Lorenzo da Silva, de 7 anos, atingiu a meta e garantiu os recursos necessários para o procedimento.
De acordo com a família, o objetivo era arrecadar cerca de R$ 203 mil para uma cirurgia bilateral de quadril, considerada prioridade devido ao quadro de dores e limitações enfrentado pela criança.
O procedimento deve ser realizado na AACD, em São Paulo, instituição especializada em ortopedia e reabilitação.
Diagnóstico desde o nascimento
Joaquim nasceu com encefalocele occipital e frontal, uma malformação rara do crânio.
A mãe, Tiana Matos, relata que o início foi marcado por incertezas e que a família chegou a ouvir prognósticos negativos ainda nos primeiros atendimentos.
Nos últimos anos, o menino enfrentou uma sequência de complicações. Em outubro de 2024, passou por uma cirurgia de emergência após aumento da pressão intracraniana.
Depois, precisou de um novo procedimento devido a uma torção intestinal. A recuperação incluiu quase dois meses em UTI, com episódios de infecção, meningite e convulsões, segundo a família.
Sequelas e dor constante
Após receber alta, Joaquim desenvolveu espasticidade severa, condição que causa rigidez e contrações involuntárias.
O quadro evoluiu para luxação nos dois quadris, o que teria provocado dor intensa, mesmo com medicação.
Pelo histórico clínico delicado, médicos orientaram que a cirurgia fosse feita em um centro com estrutura para o procedimento e para a reabilitação.
A expectativa é que Joaquim permaneça entre 30 e 40 dias em São Paulo no pós-operatório.
Rotina de cuidados
Desde o nascimento do filho, Tiana deixou o trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados dele.
A família mantém uma rotina rigorosa para reduzir riscos de infecção e afirma que terapias precisaram ser reduzidas por conta das dores e das limitações atuais.
Com a meta alcançada, os familiares agora organizam a viagem e o cronograma do tratamento.
Sonho continua
Descrito pela mãe como um “milagre”, Joaquim é apaixonado por música, gosta de cantar sertanejo raiz e sonha em ser radialista.
Antes das complicações recentes, ele tocava violão e agora está retomando o aprendizado.
Com a cirurgia garantida, a expectativa da família é aliviar a dor e devolver qualidade de vida ao menino.
VÍDEO:









