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Foto: Reprodução/Agência Brasil

Quem pretende pedir aposentadoria, pensão, auxílio ou qualquer outro benefício do INSS em 2026 precisa prestar atenção em uma exigência que pode segurar a análise do requerimento: a comprovação de biometria.

A mudança faz parte de um pacote do governo federal para endurecer o combate a fraudes e aumentar a segurança na identificação de quem solicita benefícios previdenciários e assistenciais. Na prática, o pedido só avança se o cidadão tiver biometria vinculada a documentos aceitos pelo poder público.

O que passa a valer

A regra atinge novos requerimentos. Ou seja: se você vai entrar com um pedido a partir de 2026 (ou já está entrando agora), pode ser necessário comprovar que possui biometria registrada em base oficial.

Neste período de implantação, o cadastro biométrico pode ser validado por meio de documentos como:

  • CIN (Carteira de Identidade Nacional)
  • CNH
  • Título de Eleitor (conforme o cronograma de implementação)

E quem já recebe benefício

Quem já é aposentado, pensionista ou recebe algum benefício não terá o pagamento suspenso automaticamente por causa dessa regra.

Se houver necessidade de atualização biométrica, a orientação oficial é que o cidadão seja comunicado para regularizar a situação, sem impacto imediato no recebimento durante o período de ajuste.

Quem pode ficar dispensado

A regulamentação prevê exceções para evitar que grupos vulneráveis fiquem sem acesso por falta de estrutura do poder público. A exigência pode ficar suspensa (conforme o caso) para:

  • Pessoas com mais de 80 anos
  • Quem tem dificuldade de locomoção por motivo de saúde, com comprovação
  • Moradores de áreas de difícil acesso, incluindo comunidades atendidas pelo PREVBarco
  • Migrantes, refugiados e apátridas
  • Brasileiros que residem no exterior

Além disso, até 30 de abril de 2026, alguns pedidos podem ficar temporariamente fora da exigência, como salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária e pensão por morte, conforme as regras de transição.

Cronograma que o governo divulgou

A implantação ocorre em etapas:

  • Desde 21 de novembro de 2025: novos pedidos já exigem biometria, aceitando CIN, CNH ou Título de Eleitor
  • A partir de 1º de maio de 2026: quem não tiver biometria em nenhuma dessas bases precisará emitir a CIN para conseguir avançar com novos pedidos
  • A partir de 1º de janeiro de 2028: a CIN passa a ser a principal referência biométrica para requerimentos e rotinas ligadas a benefícios

Veja o que fazer para não ter o pedido travado

Se você pretende solicitar um benefício em 2026, o caminho mais seguro é se antecipar:

  • Confira se sua biometria já está registrada (CIN, CNH ou Título de Eleitor)
  • Se não estiver, providencie a emissão/atualização da CIN com antecedência
  • Antes de protocolar o pedido, mantenha seus dados cadastrais atualizados e reúna documentos básicos do benefício que você vai solicitar
  • Se você se enquadra nas exceções (idade, saúde, área remota), guarde documentos que comprovem a condição — isso pode ser decisivo em caso de exigência adicional

A orientação é simples: quanto mais cedo o cidadão regularizar a biometria, menor a chance de o pedido ficar parado por falta de validação.