A Justiça de Santa Catarina decretou a prisão preventiva de um médico denunciado por abusar sexualmente de pacientes em Catanduvas, no Meio-Oeste do Estado.
O profissional foi denunciado em novembro do ano passado por, supostamente, cometer importunação sexual contra pelo menos 10 mulheres durante atendimentos médicos. Na época, o pedido de prisão preventiva havia sido negado pela primeira instância. Diante da decisão, a Promotoria da Comarca de Catanduvas recorreu.
Agora, o recurso foi analisado e aceito por unanimidade pelos desembargadores. No parecer emitido em segunda instância, o procurador de Justiça Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto apontou que a prisão é necessária para garantir a ordem pública, diante da gravidade dos fatos, além de evitar que o médico intimide vítimas e testemunhas ou volte a cometer crimes em ambientes clínicos, públicos ou privados.
De acordo com a denúncia, baseada nas investigações da Polícia Civil, o médico, que não é ginecologista, realizava supostos exames invasivos sem justificativa técnica. Ele também teria tocado partes íntimas das pacientes sem consentimento, exposto os seios delas sob alegações clínicas consideradas infundadas e feito comentários de cunho sexual durante as consultas.
Ainda conforme o Ministério Público, o acusado levava as mulheres a acreditarem que os atos faziam parte de procedimentos médicos legítimos, quando, na realidade, simulava exames com o objetivo de satisfazer a própria lascívia.
O médico vai responder pelo crime de importunação sexual, previsto no Código Penal. O processo segue em tramitação na Justiça.







