A Justiça condenou dois integrantes da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) por envolvimento com tráfico de drogas e comércio ilegal de armas em Criciúma. Entre os sentenciados está Kauan de Oliveira Filastro, conhecido como “Zika”, que recebeu pena de 15 anos de prisão. Mateus Lima Fernandes, o “Playboy”, apontado como líder do esquema, foi condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão.
De acordo com as investigações, Mateus exercia a função de “disciplina” do PGC e comandava atividades ligadas ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas em bairros da cidade. Já Kauan atuava como braço direito do comparsa, sendo responsável pela entrega de entorpecentes e pela negociação de drogas e armas por meio de aplicativos de mensagens. Segundo a apuração, ele também estava prestes a ser oficialmente “batizado” na facção.
A condenação de Kauan volta a trazer à tona um caso que teve grande repercussão na região de Criciúma em março de 2025: a morte da estudante de odontologia Thamily Venâncio, de 23 anos.
Na noite de 21 de março daquele ano, Thamily estava dentro de um carro de aplicativo ao lado do namorado, em Criciúma, quando policiais civis tentaram cumprir um mandado de prisão contra Kauan. Durante a abordagem, o motorista do veículo teria avançado contra os agentes, que efetuaram disparos.
Thamily foi atingida na cabeça e chegou a ser socorrida, mas morreu dois dias depois no hospital.
Com informações do Blog do Ramon