A Justiça Federal absolveu os seis réus da Operação Ouvidos Moucos, investigação da Polícia Federal que apurava supostos desvios de recursos destinados a cursos de educação a distância da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A decisão foi divulgada nesta terça-feira (4) e concluiu que não ficaram comprovadas as irregularidades atribuídas aos acusados.
O caso ganhou repercussão nacional em 2017 após a prisão do então reitor da UFSC, professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. Embora tenha sido um dos alvos da operação, ele não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal.
Cancellier foi preso temporariamente, afastado da função e proibido de acessar as dependências da universidade durante as investigações.
O suicídio
Pouco mais de duas semanas após a deflagração da operação, em 2 de outubro de 2017, o professor foi encontrado morto no vão central do Beiramar Shopping, em Florianópolis. A Polícia Civil concluiu que ele tirou a própria vida.
Antes de morrer, o ex-reitor deixou um bilhete em que afirmou que sua morte estava relacionada às medidas impostas após a operação, especialmente à proibição de entrar na universidade.
A Operação Ouvidos Moucos
Deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2017, a operação investigava suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), destinado a cursos de educação a distância, além de uma suposta tentativa de interferência nas apurações internas da UFSC.
Durante a ação, Cancellier e outros investigados foram presos temporariamente. Posteriormente, a Justiça Federal autorizou que o então reitor, que permanecia afastado do cargo, entrasse na universidade por um período limitado para orientar alunos de mestrado e doutorado.
Quase nove anos depois, a Justiça Federal concluiu que as acusações não foram comprovadas e absolveu os seis réus da ação penal relacionada à Operação Ouvidos Moucos.