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Justiça

Pai condenado por estuprar filha dizia que abuso era para ela “parar de fazer xixi na cama”

Débora Dias |

Foto: Divulgação Polícia Civil

Um homem foi condenado a 40 anos de prisão por estuprar a própria filha, que tinha apenas 8 anos na época dos crimes, em Sangão. A sentença foi proferida nesta semana pela Justiça, após investigação conduzida pela Polícia Civil.

O caso veio à tona em 2025, quando a vítima, que atualmente mora com a mãe no interior do Rio Grande do Sul, revelou os abusos após assistir a uma palestra sobre violência sexual na escola. A denúncia foi inicialmente recebida pela Polícia Civil gaúcha e, posteriormente, encaminhada à Delegacia de Polícia de Sangão, responsável pela investigação.

Segundo as apurações, os crimes ocorreram há cerca de três anos, quando a menina tinha 8 anos de idade. Os abusos eram praticados de forma reiterada, geralmente nos momentos em que a mãe saía de casa para trabalhar. Conforme relato da vítima, o pai justificava os atos dizendo que aquilo serviria para que ela “parasse de fazer xixi na cama”.

Durante a investigação, os policiais civis identificaram que o suspeito já havia sido alvo de outros dois inquéritos policiais, instaurados há mais de dez anos, por crimes sexuais contra crianças. De acordo com a Polícia Civil, o modo de agir era semelhante em todos os casos: as vítimas eram crianças com menos de 10 anos, pertencentes ao círculo de convivência do investigado, como familiares e vizinhas. Os abusos aconteciam em momentos de rápida distração ou ausência de outros adultos.

As investigações também reuniram cópias dos antigos inquéritos policiais, que demonstraram que vítimas que sequer se conheciam apresentaram relatos semelhantes sobre os abusos atribuídos ao mesmo homem.

Em outubro de 2025, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi decretada pelo Poder Judiciário e cumprida. Na ocasião, ele também foi preso em cumprimento a um mandado de prisão definitiva por condenações anteriores relacionadas a crimes sexuais, já que não havia cumprido a pena conforme determinado pela Justiça.

Agora, o homem foi condenado a 40 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável, praticado ao menos oito vezes contra a própria filha. Além disso, recebeu pena de oito meses e nove dias de detenção pelos crimes de maus-tratos e ameaça.

Como já permanecia preso preventivamente desde a conclusão do inquérito policial conduzido pela Delegacia de Polícia de Sangão, o condenado seguirá cumprindo a pena imposta pela Justiça.

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