O que era para ser uma rotina de cuidado terminou em dor para a família de Fred. O cachorro, que havia sido levado para banho em um pet shop da região, não voltou para casa com vida.
O caso foi relatado pelo tutor, Deivid Guollo, nas redes sociais. Segundo ele, Fred era buscado semanalmente em casa para tomar banho no estabelecimento em Morro da Fumaça.
No dia 16 de julho, durante o transporte, outro cão que também estaria sob responsabilidade do serviço teria se soltado e atacado Fred. O animal recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 19 de julho.
Em uma publicação, Deivid descreveu Fred como parte da família e afirmou que busca Justiça pelo ocorrido.

“Se você nunca teve um animal de estimação, talvez não entenda essa dor. Fred era família. E durante um transporte que deveria ser seguro, foi atacado, sofreu por dias e não resistiu”, escreveu o tutor.
Ele também relatou que confiou o animal a um serviço que deveria garantir segurança durante o deslocamento.
“Não existe explicação que devolva o que eu perdi. Fred fazia parte da nossa família, da minha rotina, dos meus dias”, publicou.
Caso deve ir à Justiça
A advogada Camila Bueno, OAB/SC nº 45.670, que acompanha o caso, informou que será proposta uma ação judicial para apurar eventual responsabilidade civil pelos fatos narrados.
Segundo a advogada, os documentos reunidos até o momento apontam que Fred era levado com frequência ao estabelecimento para banho. No dia do ocorrido, ele teria sido atacado por outro cão que também estava sob a guarda do pet shop.
Camila afirma que o objetivo é apurar responsabilidades e evitar que outros tutores passem pela mesma situação.
“O intuito é impedir que o mesmo ocorra com outros animais e que devaste outras famílias assim como está a do Fred nesse momento”, afirmou.
Na avaliação da defesa do tutor, o caso não deve ser tratado apenas como fatalidade.
“Não se trata de uma fatalidade, pois era previsível e evitável”, declarou a advogada.
Tutor diz ter recebido outros relatos

Após tornar o caso público, Deivid afirmou ter recebido mensagens de pessoas relatando situações semelhantes envolvendo o mesmo estabelecimento.
O tutor informou que pretende seguir com o caso com base em laudo veterinário e demais registros do ocorrido.
“Estou compartilhando isso porque acredito que ninguém deveria passar pelo que eu passei e porque outros tutores merecem saber como o transporte de animais é feito antes de confiar seus pets”, escreveu.
Espaço aberto
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação do estabelecimento. Caso haja retorno, o posicionamento será acrescentado à matéria.
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