Polícia Civil prende dono de clínicas de reabilitação por internações irregulares em SC

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03/12/2025 11h09 - Atualizado há 4 dias
2 Min

Polícia Civil prende dono de clínicas de reabilitação por internações irregulares em SC
Foto: Reprodução/SulAgora

 


A Polícia Civil de Imbituba deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Barbacena contra um grupo suspeito de promover internações irregulares e maus-tratos em clínicas de reabilitação em Santa Catarina.

Foi preso preventivamente, em Porto Alegre (RS), o proprietário de duas clínicas da região. Outros dois investigados estão foragidos.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens que somam mais de R$ 1 milhão e o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em Garopaba, Itapema, Balneário Camboriú e Porto Alegre.

O inquérito começou em outubro, após fiscalização da prefeitura em uma unidade em Imbituba. Pacientes relataram que estavam internados contra a vontade.

As investigações apontam que equipes vestidas de preto, por vezes se passando por policiais, realizavam remoções forçadas.

As vítimas eram ameaçadas, contidas com força física e medicadas para serem levadas às clínicas ligadas ao grupo.

Dentro das unidades, os pacientes tinham a saída impedida, recebiam sedativos sem prescrição adequada e eram submetidos a agressões e contenções usadas como “punição disciplinar”.

A alimentação era insuficiente e parte dos medicamentos era administrada por internos que atuavam como “apoios”, sem supervisão médica.

Relatório da Vigilância Sanitária de Imbituba descreveu falta de higiene, ausência de prontuários, escassez de alimentos e descontrole no uso de remédios.

A polícia identificou uma rede de clínicas em Itapema, Garopaba, Imbituba e Itapoá. Quando surgiam denúncias, pacientes eram transferidos entre as unidades para dificultar a fiscalização.

As famílias pagavam cerca de R$ 3 mil por mês pela internação. As remoções custavam aproximadamente R$ 5 mil.

Os investigados mantinham patrimônio elevado, com carros importados.

Dois deles já respondiam a processo por sequestro relacionado às mesmas remoções e estavam proibidos judicialmente de prestar esse tipo de serviço. 

 


FONTE: *SulAgora
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