Nacional: Mãe usa bateria de carro para manter filha respirando durante apagão; veja vídeo

A moradora de São Bernardo do Campo precisou improvisar para garantir que aparelhos vitais seguissem ligados.

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15/10/2024 14h22 - Atualizado em 15/10/2024 às 14h22
3 Min

Moradora de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, a comerciante Luciana Nietto, de 47 anos, teve que improvisar desde a semana passada para garantir o funcionamento dos aparelhos que mantêm sua filha Heloísa, de 18 anos, respirando.

A casa das duas foi uma das 2,1 milhões que ficou sem energia, quando um temporal atingiu a capital paulista e as cidades do entorno. Desde então, parte do bairro onde moram, o Vila Santa Luzia, segue sem o serviço da Enel.


Diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença genética rara, Heloísa é acamada e depende de uma série de equipamentos médicos, em uma estrutura montada em casa. O mais crítico é o respirador:

Ela só consegue ficar alguns segundos sem o respirador. Cerca de 10 segundos. Assim que o respirador desconecta a saturação dela começa a cair. Ela depende da energia — explica a mãe.

Sem energia e com a bateria do respirador com algumas horas de autonomia, Luciana primeiro conectou o nobreak (fonte de energia externa) do aparelho a cinco extensores para puxar energia do carro.

— Quando acabou a energia elétrica e o respirador ficou só no nobreak,ele começou a oscilar. Ele desconectava e reconectava. Eu pensei: ‘Se ficar assim o respirador vai queimar’ — conta Luciana.

'A vida dela depende de energia'

Apesar das ligações insistentes para Enel, foram mais de 40 horas para o caso ser atendido. A residência é cadastrada como cliente vital, que são aqueles que dependem de equipamentos essenciais à vida e devem ter prioridade no atendimento.

Os primeiros técnicos da concessionária apareceram no domingo. Nesse meio tempo, para não depender do carro, Luciana contou com a ajuda do vizinho que permitiu que ela puxasse a energia da casa, que já estava com luz. A ligação clandestina (conhecida como 'gato') foi feita por um eletricista, contratado de forma emergencial.

— Foi a saída que encontramos. A vida dela depende de energia elétrica — afirma a vendedora que, além do respirador, têm de administrar uma série de equipamentos da traqueostomia da filha, incluindo aspirador de secreções, oxímetro e bomba de infusão.

Os técnicos da concessionária de energia levaram um gerador, quando a moradora de São Bernardo já estava com energia a partir do improviso. Outra preocupação dela eram os medicamentos da filha que precisam ser refrigerados.

— Eu não fiquei com o gerador e eles foram embora. Disseram que até quarta-feira iriam arrumar o problema no bairro.
 


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