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Foto: Reprodução/HN

 


O repasse de R$ 500 mil do Governo Municipal ao Criciúma Esporte Clube voltou ao centro do debate na sessão ordinária desta segunda-feira ( 17) , na Câmara de Vereadores de Criciúma.

O assunto foi levantado a partir do Requerimento nº 811/2025, do vereador Luiz Carlos Custódio Fontana, que solicita ao Executivo informação sobre quando será efetuado o pagamento previsto em contrato firmado com base na Lei de Patrocínio nº 8.722/2025.

Durante a discussão, o vereador Amaral Bittencourt fez um discurso contundente contra o repasse ao clube. Torcedor declarado do Tigre, ele afirmou que, antes do futebol profissional, o orçamento público deve priorizar a população mais vulnerável.

Amaral citou bairros como Boa Vista, São Francisco, Imperatriz e Rio Bonito, mencionando “centenas de pessoas esperando cirurgia e milhares aguardando consulta médica”, enquanto o município se prepara para cumprir o contrato com o Criciúma E.C. Ele também lembrou que o clube já conta com patrocínio de grandes empresas e instituições locais.

“Eu sou torcedor do Tigre, adoro o Criciúma, mas estou nesta Casa para lutar pelas pessoas humildes, aquelas que muitas vezes não têm o que comer. Vereador tem que sentir a dor do povo”, afirmou.

O parlamentar comparou o valor do repasse aos altos salários de jogadores e contrapôs essa realidade à de famílias que vivem com renda apertada, dividindo o que ganham entre aluguel, alimentação e contas básicas.

Em sua fala, Amaral citou ainda o trabalho social de colegas, como Toninho da Figueira, que atua diretamente com famílias em situação de vulnerabilidade, e defendeu que as parcerias do poder público devem priorizar habitação, alimentação, saúde, creches e atendimento a idosos, especialmente nas periferias.

“Não foi jogador de futebol que colocou o prefeito e os vereadores aqui. Foi o pessoal da periferia. Antes de ajudar o clube, temos que ajudar o povo”, completou, ao declarar voto contrário ao requerimento.

O pedido de informações de Luiz Carlos Custódio Fontana não altera a lei já aprovada nem o contrato assinado, mas o debate expôs novamente a divergência no plenário sobre a priorização dos recursos públicos entre o futebol profissional e as demandas sociais de Criciúma.

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