O influenciador digital e empresário Tiago Toguro, conhecido nas redes sociais como Toguro e criador da Mansão Maromba, usou as redes sociais durante uma passagem por Florianópolis para criticar o uso de windbanners em canteiros de vias públicas durante a campanha eleitoral.
A manifestação também repercutiu entre internautas de Criciúma, que relataram a presença do mesmo tipo de publicidade na cidade.
Windbanner é uma estrutura publicitária vertical, semelhante a uma bandeira, geralmente fixada em uma base e utilizada para exibir nomes, números, marcas ou outras informações.
Durante o período eleitoral, esse tipo de material pode ser utilizado para divulgação de candidaturas, desde que observadas as regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Toguro questionou a quantidade de peças instaladas e classificou a estratégia como desperdício de dinheiro e poluição visual.
“Isso é desperdício de dinheiro. Fora a poluição, o Sul que é tão rígido com poluição. Cada flyer desse aqui é uns R$ 180. Eu, como marketing, não apoio gastar tanto dinheiro à toa com isso. Qual a lógica? Está faltando marketing. Você acha que alguém vai votar porque viu o número aqui, o nome da pessoa? Fora a poluição. Isso aqui é horrível. Marketing mal feito”, disparou.
Ao final do vídeo, o influenciador ainda questionou as regras para utilização dos espaços públicos.
“Só político pode?”, indagou, ao perguntar se a prática é permitida e se ele também teria o direito de colocar publicidade de sua empresa nesses locais.
A publicação repercutiu entre moradores de Criciúma, onde o mesmo modelo de propaganda eleitoral também pode ser visto.
“Na Avenida Centenário também está horrível”, comentou um internauta.
“Vem para Criciúma que aqui tu vai te assustar”, escreveu outro.
Daniel Freitas responde
Como um dos windbanners mostrados no vídeo era do candidato a deputado federal e criciumense Daniel Freitas, o parlamentar publicou uma resposta ao influenciador.
Freitas afirmou que o material é uma das formas utilizadas pelos candidatos para divulgar a campanha diante das restrições existentes para outros tipos de propaganda eleitoral.
“Esse material é obrigado a entrar nas ruas antes das 6 da manhã e obrigatoriamente tem que sair antes das 22h. E hoje está muito restrito. Não se pode mais fazer comício, showmício, outdoor, não pode mais ter carro de som. A gente está restrito a basicamente isso aqui”, justificou em vídeo.
O que diz a Justiça Eleitoral
A utilização de bandeiras e estruturas móveis de propaganda ao longo das vias públicas é permitida pela legislação eleitoral, desde que não dificulte o trânsito de pessoas e veículos.
Conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mobilidade é caracterizada pela colocação dos materiais a partir das 6h e pela retirada até as 22h.
O próprio Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) já analisou casos envolvendo windbanners e reconheceu a possibilidade de utilização do material como propaganda móvel, desde que respeitadas as regras eleitorais.
A permanência das estruturas fora do horário permitido, entretanto, pode caracterizar propaganda irregular.