A Venezuela atravessa um dos momentos mais críticos de sua história recente, em meio a uma grave crise econômica e a uma escalada política e militar envolvendo os Estados Unidos. Segundo declarações do presidente norte-americano Donald Trump, uma operação realizada neste sábado (3) resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
No centro do colapso do país está um dado que ilustra a dimensão da crise social: o salário mínimo venezuelano equivale atualmente a menos de R$ 3 por mês, figurando entre os mais baixos do mundo. Congelado desde março de 2022 em 130 bolívares, o valor perdeu ainda mais poder de compra com a recente desvalorização da moeda nacional.
O bolívar voltou a sofrer forte queda diante do dólar, pressionado pela instabilidade política, pela escassez de reservas e pela dolarização informal da economia. Apenas em novembro, a moeda acumulou desvalorização de 8,8%. No início de dezembro, o salário mínimo correspondia a cerca de R$ 2,72 mensais, valor próximo de meio dólar. Neste sábado, a quantia chegou a aproximadamente R$ 2,39.
Desde janeiro, o bolívar já perdeu quase 80% de seu valor frente ao dólar, enquanto a moeda americana acumulou alta superior a 370% ao longo de 2025. O reflexo é imediato no cotidiano da população, com reajustes constantes de preços e dificuldade crescente para acessar itens básicos.











