Santa Catarina confirmou a primeira morte provocada pela Febre do Nilo Ocidental. A vítima era uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba. Ela morreu no dia 8 de agosto, e a infecção pelo vírus foi confirmada posteriormente pelas autoridades de saúde.
Além da morte, outro caso da doença foi identificado em Santa Catarina. Um homem de 56 anos, morador de Caçador, apresentou complicações neurológicas, precisou ser internado e já recebeu alta. Os dois registros são os primeiros casos humanos conhecidos da Febre do Nilo Ocidental no estado.
Quais são os sintomas da Febre do Nilo?
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas ou desenvolve apenas manifestações leves. Estima-se que cerca de 20% dos infectados tenham algum quadro clínico.
Entre os sinais mais comuns estão:
- Febre e mal-estar;
- Falta de apetite;
- Náuseas e vômitos;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares;
- Dor nos olhos;
- Manchas na pele;
- Aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas.
Em uma parcela menor dos casos, a infecção pode evoluir para formas graves, atingindo o sistema nervoso e provocando doenças como encefalite ou meningite.
Confusão mental, alteração do nível de consciência, tremores e convulsões são sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato.
Como é feito o tratamento?
Não existe, atualmente, vacina ou medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento depende da gravidade do quadro e busca controlar os sintomas e oferecer suporte ao organismo.
Nos casos leves, podem ser indicados repouso, hidratação e medicamentos para aliviar os sintomas, sempre conforme orientação médica.
Já os quadros graves podem exigir internação hospitalar, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com suporte respiratório, hidratação intravenosa e outros cuidados conforme a necessidade do paciente.
Como a doença é diagnosticada?
O diagnóstico considera os sintomas apresentados pelo paciente e é confirmado por exames laboratoriais específicos. A investigação também leva em conta se houve possível exposição ao mosquito transmissor em áreas com circulação do vírus.
As equipes de vigilância epidemiológica acompanham os casos e investigam os possíveis locais de infecção para orientar as medidas de prevenção.
Como prevenir a Febre do Nilo?
A principal forma de prevenção é evitar a proliferação e a picada de mosquitos.
Entre as medidas recomendadas estão:
- Usar repelente;
- Instalar telas em portas e janelas;
- Eliminar recipientes que possam acumular água parada;
- Manter quintais e áreas externas limpos;
- Evitar possíveis criadouros de mosquitos.
A adoção desses cuidados ajuda a reduzir o risco de contato com mosquitos que possam estar infectados pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental.









