O menino de 10 anos que sobreviveu ao grave acidente registrado na BR-101, em Itajaí, recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (20). A colisão aconteceu na quarta-feira (18) e resultou na morte dos pais da criança e da avó, que viajavam no mesmo veículo. O garoto foi o único ocupante do carro a sobreviver.
De acordo com o advogado e amigo da família, Jorge Tibúrcio, parentes estão em Santa Catarina acompanhando o menino, que será transferido de ambulância para São Paulo, onde reside. A família também acompanha os procedimentos para o translado dos corpos das vítimas.
O acidente ocorreu quando um caminhão colidiu com outros quatro veículos, provocando um engavetamento. O carro em que a família estava acabou sendo prensado. Conforme a Polícia Civil, o motorista do caminhão apontado como causador da batida não foi preso e foi liberado ainda no local pela Polícia Rodoviária Federal. A identidade do condutor não foi divulgada.
Imagens que circulam nas redes sociais, com autenticidade confirmada pela Arteris Litoral Sul, mostram o momento em que um dos caminhões atinge os veículos e provoca o impacto em sequência.
As vítimas fatais foram Camila Rios, de 31 anos, Kayo Alves Soares dos Santos, de 32, e Cleonice Alves Bernal Pedra, de 55 anos, mãe de Kayo. O velório está previsto para ocorrer no sábado (21).
Em relato emocionado, Tibúrcio destacou o perfil de Kayo. Segundo ele, o jovem era engenheiro civil, cursava uma segunda graduação em marketing e era motivo de grande orgulho para a família. “Uma tragédia que abalou a todos”, afirmou.
Além das vítimas fatais, o motorista de uma Kombi e o condutor de outro caminhão também ficaram feridos no acidente. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde deles.
A Polícia Civil informou que aguarda dados da PRF e da Polícia Científica para dar início à oitiva de testemunhas. O laudo pericial sobre a dinâmica do acidente deve ser concluído até o domingo (22).
Segundo Karina Alves, filha de Cleonice e irmã de Kayo, a família havia visitado o Beto Carrero World e aproveitado o feriado para conhecer praias da região. Eles retornavam para São Paulo no momento da tragédia. “Meu irmão estava parado, fazia tudo corretamente. Infelizmente aconteceu isso”, relatou.
Com informações do G1/SC









