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Foto: Divulgação/MPSC

O Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma condenou um homem por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Conforme sustentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), representado em plenário pela Promotora de Justiça Mayara Loebmann Perez, o crime ocorreu em 22 de fevereiro de 2014.

O homem recebeu pena de 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão em regime inicial fechado.

Como o réu não compareceu ao julgamento, foi determinada a expedição de mandado de prisão. 

A vítima, Reni Carlos, o Marronzinho, estava em seu sítio no dia do crime quando foi surpreendida pela chegada de um homem em uma motocicleta, que a chamou até a varanda da casa e efetuou quatro disparos, resultando em sua morte.

O homicídio foi ordenado pela então esposa de Reni e organizado pelo réu julgado nesta quinta-feira.

Ele devia cerca de R$ 100 mil à vítima e, ao saber que a esposa demonstrava insatisfação com o casamento e pretendia matar o marido, se ofereceu para auxiliar na execução do crime em troca do perdão da dívida. 

O réu então contratou um terceiro envolvido que, mediante o pagamento de R$ 1.500, executou Reni.

Os outros dois participantes, a mandante e o executor, já haviam sido condenados em julgamento popular realizado em setembro.

A mulher foi condenada a 19 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão, e o executor a 16 anos, 9 meses e 18 dias, ambos em regime inicial fechado.

A participação dos três foi comprovada por meio de depoimentos, mensagens e ligações trocadas entre eles, apresentadas pelo MPSC aos jurados. 

“A decisão proferida representa o encerramento judicial deste caso e uma resposta aos familiares da vítima que aguardam por tantos anos este julgamento. Os jurados reconheceram as provas apresentadas e deram uma resposta firme quanto à responsabilidade pelo crime”, comentou a Promotora de Justiça. 

Inicialmente, os três réus seriam julgados na mesma sessão.

Contudo, a defesa do homem que tinha uma dívida com a vítima apresentou um atestado médico no primeiro julgamento, impossibilitando sua presença em plenário.

O processo foi, então, desmembrado, e o julgamento do réu remanescente foi realizado nesta quinta-feira. 

Familiares e amigos da vítima acompanharam o julgamento e fizeram manifestações em frente ao Fórum da Comarca de Criciúma.

Com cartazes e camisetas, pediram justiça e expressaram sua dor pela perda.