Cerca de 45 armas de fogo, entre armas curtas, espingardas calibre 12 e um fuzil, foram furtadas de um estabelecimento localizado às margens da SC-445, no bairro Jardim Elizabete, em Içara.
Um relatório detalhado da Polícia Militar revela como ocorreu a invasão e destaca a gravidade do caso.
A ocorrência foi atendida na manhã desta segunda-feira (31), depois que o sistema de monitoramento identificou o disparo do alarme no estabelecimento.
Conforme o relato registrado pela PM, o vigilante da empresa responsável pelo monitoramento assumiu o turno por volta das 6h e foi informado sobre o acionamento. Ele seguiu até o endereço e chegou ao local aproximadamente às 6h55.
Durante a verificação, foi constatado que uma parede nos fundos da loja, na lateral direita, havia sido quebrada. Um buraco aberto na estrutura indicava o ponto utilizado pelos criminosos para acessar o interior do estabelecimento.
Diante da situação, a empresa de vigilância acionou o responsável pela loja e solicitou apoio policial. Durante a conferência, foi constatado o furto de diversas armas de fogo.
A estimativa inicial apresentada à Polícia Militar aponta que aproximadamente 45 armas foram levadas: cerca de 30 armas curtas, 14 armas longas calibre 12 e um fuzil. A quantidade exata e a identificação dos armamentos ainda dependem da conclusão do levantamento e da conferência do estoque.
PM destaca gravidade da ocorrência
Um ponto chama atenção no relatório policial. O documento da Polícia Militar não afirma que as armas furtadas estavam inativadas.
No relato, a corporação se refere aos itens subtraídos como armas de fogo e destaca que, “devido à gravidade da ocorrência e à quantidade de armas subtraídas”, os órgãos competentes foram acionados para os procedimentos de investigação e perícia.
A informação de que os armamentos estariam inativados foi apresentada pela própria Pavei Outdoor em nota divulgada após o crime, e não consta como uma constatação da Polícia Militar no relatório da ocorrência.
Empresa afirma que armas estavam inativadas
Em nota, a Pavei Outdoor afirmou que o furto teve como alvo armas de fogo que se encontravam inativadas e, segundo a empresa, sem condições de utilização.
A loja informou ainda que os armamentos estavam armazenados em uma sala-cofre, seguindo os procedimentos de segurança aplicáveis ao setor, e que todos os produtos possuem números de série registrados e são devidamente controlados.
A empresa também afirmou que informações registradas pelo sistema de segurança foram compartilhadas com as autoridades e que está colaborando integralmente com a investigação.
Polícia Civil mantém investigação sob sigilo
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que os fatos relacionados ao furto estão sob intensa investigação por meio de inquérito policial já instaurado.
A instituição ressaltou que as apurações correm sob rigoroso sigilo, medida considerada necessária para preservar dados estratégicos e garantir a eficácia das ações operacionais.
A Polícia Civil também alertou que informações ou especulações divulgadas sem validação oficial podem comprometer o andamento dos trabalhos e prejudicar futuras diligências.
A instituição reforçou o compromisso com a transparência e informou que novas atualizações serão repassadas à imprensa e à sociedade conforme o avanço das investigações permitir, sem prejuízo à elucidação do caso.
As diligências para identificar os envolvidos, localizá-los e recuperar as armas furtadas continuam.