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Divulgação/Arquivo Pessoal/PM

Um duplo homicídio seguido de confronto policial chocou a comunidade de Criciúma na manhã desta quinta-feira (20).

As vítimas foram identificadas como Rita de Cássia da Silva Anacleto, de 59 anos, e sua filha, Talia da Silva Oliveira, de 28 anos.

O autor, Kevin da Silva Silveira, de 33 anos, filho de Rita e irmão de Talia, morreu após apontar uma arma na direção da Polícia Militar durante uma tentativa de abordagem.

A PM foi acionada por volta das 11h, no bairro São José, quando vizinhos ligaram para o 190 informando que duas mulheres haviam sido "baleadas".

Ao chegar ao local, os policiais encontraram Kevin em surto, muito agitado, armado com uma espingarda de chumbinho e verbalizando com agressividade.

Segundo a corporação, ele apontava a arma tanto para os vizinhos quanto para os militares.

Conforme o relatório policial, os PMs tentaram verbalizar e ordenaram diversas vezes que Kevin largasse a arma.

Vizinhos gritavam pedindo intervenção urgente, relatando que uma mulher estava agonizando dentro da casa.

Eles também informaram que uma criança de 3 anos correu para fora da residência instantes antes, e que Kevin teria apontado a arma para a cabeça dela.

Diante da ameaça, o suspeito foi atingido por um disparo da PM após direcionar novamente a arma para a guarnição.

Ele largou o armamento, tentou fugir para os fundos do imóvel e caiu, morrendo no local.

Ao entrar no pátio, os policiais localizaram Talia caída ao solo, já sem sinais vitais e com grande quantidade de sangue ao redor.

No interior da residência, em um dos quartos, foi encontrada Rita, mãe de Kevin, também em óbito.

Segundo a Polícia Militar, as vítimas foram mortas com arma branca (faca), e a casa apresentava sinais de luta por vários cômodos.

No porão, os policiais encontraram um buraco parcialmente escavado, possivelmente para ocultação dos corpos.

Relatos dos vizinhos

Moradores da região afirmaram à Polícia Militar que Kevin era usuário de drogas, consumia entorpecentes no pátio e, segundo relatos, se masturbava com frequência no quintal da casa, comportamento que já havia gerado preocupação e desconforto na vizinhança.

Procedimentos

A PM acionou o Samu, Polícia Civil e Polícia Científica, que assumiram a ocorrência para perícia e investigação.

O 9º BPM informou que abrirá um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar todas as circunstâncias do confronto.