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Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Araranguá, informou que foi proferida sentença penal condenatória contra D. L. S., resultante de investigação conduzida pela unidade.

O réu foi condenado a 106 anos, 1 mês e 21 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além da aplicação de pena pecuniária.

Segundo a Polícia Civil, a condenação refere-se a uma série de crimes graves praticados de forma reiterada e sistemática, incluindo estuprosroubos majorados com emprego de arma de fogo e restrição da liberdade e extorsão mediante sequestro, cometidos contra múltiplas vítimas, em diferentes datas e contextos.

Os delitos foram praticados com violência extrema, grave ameaça, uso de arma de fogo e, em ao menos um dos casos, administração forçada de substâncias sedativas, evidenciando elevado grau de periculosidade da conduta.

As investigações apontaram que o condenado atuava como um criminoso em série, com registros de ao menos sete vítimas identificadas.

Quatro crimes ocorreram na Comarca de Araranguá, abrangendo os municípios de Araranguá e Balneário Arroio do Silva, e outros três no município de Vacaria, no Rio Grande do Sul.

De acordo com a Polícia Civil, os crimes apresentavam modus operandi recorrente, caracterizado pela aproximação das vítimas mediante contato prévio, seguido de grave ameaça com arma de fogorestrição prolongada da liberdadeviolência sexual, subtração de bens e, em um dos episódios, exigência de vantagem econômica mediante sequestro.

O primeiro crime identificado ocorreu em 5 de outubro de 2021, quando o autor entrou em contato com uma vítima em Araranguá e a conduziu até uma residência em Balneário Arroio do Silva.

No local, a vítima foi rendida com arma de fogo, teve a liberdade restringida, foi amarrada e permaneceu sob domínio do autor durante toda a noite.

Ainda segundo a investigação, o criminoso utilizou o telefone da vítima para exigir dinheiro de um familiar, que também acabou submetido a grave ameaça e teve bens subtraídos, antes de as vítimas conseguirem fugir.

As diligências revelaram ainda outros três crimes com o mesmo padrão no município de Vacaria/RS, o que levou à cooperação interestadual entre as polícias civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A troca de informações foi decisiva para a identificação do autor, apreensão de provas e consolidação do conjunto probatório.

Após cerca de dois meses de investigação, o suspeito foi preso preventivamente em Balneário Arroio do Silva, em operação conjunta da DPCAMI de Araranguá com a Polícia Civil de Vacaria/RS.

Conforme a corporação, ele foi encontrado de posse da arma de fogo utilizada nos crimes e de bens pertencentes às vítimas, o que também resultou em prisão em flagrante.

Posteriormente, o condenado foi transferido ao sistema prisional do Rio Grande do Sul, onde já respondia por outros crimes com trânsito em julgado.

“Durante a instrução criminal, o Poder Judiciário reconheceu a robustez das provas, destacando a coerência dos relatos das vítimas, os reconhecimentos realizados, os laudos periciais e os elementos técnicos produzidos na fase investigativa. A sentença também ressaltou que os crimes foram praticados enquanto o réu cumpria pena em outro processo, circunstância que agravou a condenação”, informou a PCSC.

Em nota, a Polícia Civil reafirmou seu compromisso com o enfrentamento rigoroso da violência sexual, a condução de investigações técnicas e responsáveis e o respeito à dignidade das vítimas, destacando a importância da denúncia, da atuação especializada das DPCAMIs e da resposta firme do sistema de justiça criminal diante de crimes de extrema gravidade.