A morte de um homem de 41 anos no Hospital Regional de Araranguá revelou que ele era procurado pela Justiça havia cerca de sete anos. Raimundo Damásio da Fonseca dos Santos morreu na noite de sexta-feira (28), após ser levado à unidade de saúde pelo Samu e informar um nome falso durante o atendimento.
Raimundo apresentava sintomas que levantaram suspeita de tuberculose e foi encaminhado à emergência. Ao chegar ao hospital, porém, forneceu outra identidade. O nome informado já constava no cadastro da unidade, o que fez com que uma ficha antiga fosse reaberta e o paciente permanecesse em observação.
Horas depois, o quadro de saúde se agravou e Raimundo morreu.
A verdadeira identidade foi descoberta durante os procedimentos para liberação do corpo. Familiares foram chamados ao hospital e a filha do homem percebeu que o nome registrado no prontuário não correspondia ao do pai.
Ela informou a identidade correta aos responsáveis pela unidade e reconheceu Raimundo por meio de uma tatuagem que ele tinha com o nome dela.
Diante da divergência nas informações, a Polícia Civil foi acionada. A filha registrou um boletim de ocorrência e apresentou os documentos necessários para comprovar a identidade do pai. Após os procedimentos, o corpo foi liberado à família na manhã de sábado (29).
Procurado desde 2019
Com a confirmação da identidade, as autoridades constataram que Raimundo era considerado foragido do sistema prisional do Rio Grande do Sul desde março de 2019.
Contra ele havia um mandado de prisão relacionado a uma condenação definitiva superior a 11 anos de reclusão, em regime fechado. A ordem havia sido expedida pela Vara de Execuções Criminais Regional de Santa Cruz do Sul (RS).
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Raimundo tinha condenações pelos crimes de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.
A suspeita é de que ele tenha utilizado outra identidade justamente para esconder a condição de foragido da Justiça.
As informações são da jornalista Natália Silveira, da Post TV.