A espera de mais de uma década por justiça está próximo do fim para a família de Reni Carlos Masiero, o “Marronzinho”, assassinado com quatro tiros na noite de 23 de fevereiro de 2014, em seu sítio no bairro Rio Jordão, em Siderópolis. O julgamento do homem apontado como comparsa no crime foi marcado para quinta-feira (27/11), às 9h, no Fórum da Comarca de Criciúma, sessão aberta ao público.
A esposa da vítima, apontada pelo Ministério Público como mandante do assassinato, já foi julgada em setembro deste ano e condenada a 19 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão, permanecendo presa. O comparsa deveria ter sido julgado na mesma ocasião, mas seu advogado apresentou um atestado alegando problema de coluna, o que levou à suspensão da sessão. Agora, o Tribunal dará continuidade ao júri popular.
Segundo a denúncia, a esposa teria instigado o assassinato após descobrir uma suposta relação extraconjugal do marido. O homem que será julgado nesta quinta-feira também é acusado de participação ativa no crime. Na época com 35 anos, ele possuía uma dívida superior a R$ 100 mil com Reni, decorrente de negócios entre os dois. Ao saber da intenção da esposa de matar o marido, ele teria se aproveitado da situação: como não pretendia quitar o débito, sugeriu executar a vítima, proposta que ela aceitou.
O crime foi descoberto na manhã seguinte. Juntos, a vítima e a esposa tiveram quatro filhas.









