O laudo da Polícia Científica confirmou que a estudante de Ciências Biológicas Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, morreu por asfixia provocada por constrição cervical. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (17).
Moradora de Morro da Fumaça, Joviana foi assassinada na casa do namorado, em Sangão. O companheiro da vítima, José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, confessou o crime à Polícia Civil e afirmou ter aplicado um golpe de mata-leão durante uma discussão.
José Gustavo está preso desde segunda-feira (10), quando o corpo da estudante foi localizado.
A expressão “constrição cervical” é utilizada pela perícia para descrever a compressão do pescoço, que pode ocorrer em situações como enforcamento, estrangulamento ou esganadura, dependendo da forma como a pressão foi exercida.
Segundo a Polícia Civil, o investigado não possuía antecedentes criminais. A família de Joviana, porém, afirma que o jovem já apresentava um histórico de comportamentos violentos.
Suspeito confessou assassinato
De acordo com a investigação, José Gustavo procurou uma delegacia e confessou ter matado a namorada após uma discussão. Conforme o depoimento, ele aplicou o golpe de mata-leão contra a jovem e, depois da morte, colocou o corpo sobre a cama e permaneceu na residência.
O crime teria ocorrido entre a noite de quinta-feira (6) e a madrugada de sexta-feira (7). A discussão teria começado depois que Joviana descobriu conversas do namorado com outras mulheres.
Ainda segundo a Polícia Civil, após o desentendimento, a estudante tentou deixar a casa, mas teria sido impedida pelo companheiro. O delegado responsável pelo caso afirmou que o suspeito a seguiu e aplicou o golpe que provocou a morte.
Depois do assassinato, José Gustavo manteve o corpo no quarto e continuou vivendo na residência durante todo o fim de semana.
Mensagens levantaram suspeitas da família
O corpo da estudante só foi encontrado na segunda-feira (10), depois que a mãe de Joviana percebeu que as mensagens enviadas pelo celular da filha apresentavam um comportamento diferente do habitual.
Um dos primeiros contatos ocorreu na sexta-feira (7), quando Joviana informou à família que não retornaria para casa e passaria a noite na residência do namorado. A partir daquele momento, porém, as mensagens enviadas aos familiares começaram a levantar suspeitas.
A Polícia Civil informou que o namorado só comunicou a própria família sobre a morte na manhã de segunda-feira, quando o corpo foi localizado.
A mãe e a avó do suspeito moravam na mesma casa, mas, segundo o delegado, não teriam percebido o que havia acontecido. Isso porque José Gustavo costumava receber pessoas no quarto e mantinha o cômodo bastante isolado do restante da residência.
Relacionamento era marcado por conflitos
A investigação aponta que o relacionamento entre Joviana e José Gustavo era conturbado. Conforme a Polícia Civil, a discussão que antecedeu o assassinato começou depois que a jovem descobriu mensagens do namorado com outras mulheres.
Durante a briga, Joviana teria tentado sair da residência, mas foi impedida pelo companheiro.
O advogado de José Gustavo afirmou, em nota, que continuará atuando “de maneira técnica e responsável” e que não pretende transformar a dor das famílias envolvidas no caso em uma disputa pública.
A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do crime e reunir elementos para a responsabilização do suspeito.