Moradores de Criciúma relataram queima de fogos com estouro (fogos barulhentos) neste domingo (1º) em diferentes pontos da cidade, apesar da proibição prevista na legislação municipal. As reclamações ocorreram durante a final da Supercopa Rei, quando o jogo estava em andamento.
A proibição está prevista na Lei Municipal nº 7.399 (04/02/2019), que veta o uso e a soltura de fogos com barulho intenso, especialmente os chamados fogos de “estampidos” na linguagem da lei, e de outros artefatos pirotécnicos com efeito sonoro ruidoso, em áreas públicas e privadas, abertas ou fechadas.
É só barulho? Para muitas famílias, é sofrimento
O incômodo não é “opinião”. Fogos com estouro afetam diretamente pessoas com hipersensibilidade auditiva, incluindo pessoas com TEA, além de idosos, bebês e quem precisa descansar. Para animais, o risco vai de estresse intenso a pânico e fuga. Por isso, quando a cidade escolheu proibir, a proposta era clara: reduzir danos e garantir respeito.
Fogos acompanharam momentos decisivos do jogo
As reclamações indicam que os rojões foram ouvidos em momentos do jogo em que, tradicionalmente, há comemoração, o que reforça o questionamento de moradores sobre a repetição do problema e a ausência de resposta imediata.
Cadê a fiscalização? E como denunciar na hora?
Para além do desabafo nas redes, a denúncia precisa chegar aos canais corretos no momento do barulho. Entre os telefones listados pelo município para ocorrências ligadas à poluição sonora, estão:
- 190 – Polícia Militar
- 199 – Defesa Civil de Criciúma
- (48) 3445-8811 – FAMCRI
A cobrança dos moradores é para que a lei seja acompanhada de ações de fiscalização, especialmente em situações previsíveis em que esse tipo de ocorrência tende a aumentar.












